A prefeita Adriane Lopes (PP) manteve silêncio durante e depois da operação da Polícia Federal contra ela, por compra de votos, nesta sexta-feira (19), em Campo Grande. A corporação policial a colocou como chefe de núcleo de organização criminosa.
Foram várias as tentativas de buscar um posicionamento da gestora, em telefone pessoal e por meio da assessoria. No entanto, nenhuma resposta. Também verificamos que o silêncio se estendeu às redes sociais – pessoal e da prefeitura. Adriane participou de sorteio de blocos e apartamentos da Vila da Melhor Idade, em Campo Grande.
O caso
A gestora foi colocada pela polícia no rol de alvos de mandado de busca e apreensãoadr. No entanto, juiz que autorizou o cumprimento das ações a excluiu, autorizando sete outros mandados. A prefeita, diz a PF, liderava o núcleo político da organização, que visava compra de votos.
As transferências de valores para eleitores eram de responsabilidade da ex-servidora do gabinete da prefeita, Simone Bastos Vieira. Depois da primeira investigação, Vieira foi morar em Taquarussu, a 330 Km de Campo Grande, onde atua como servidora comissionada. Foi apontado que ela recebia valores, fracionava e enviava por PIX para os eleitores.
O espaço segue aberto para manifestações.
O caso
A Operação Suffragium, que investiga um possível esquema de compra de votos durante a campanha que elegeu a prefeita Adriane Lopes (PP) em Campo Grande no ano de 2024, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (19), apreendeu celulares e dinheiro em espécie na casa dos alvos.
Conforme o apurado pelo TopMídiaNews, os envolvidos estão diretamente ligados à campanha de eleição da atual prefeita da Capital. Entre os alvos está a ex-assessora de Adriane, Simone Bastos Vieira, que atualmente mora e trabalha na prefeitura de Taquarussu, a 332 km de Campo Grande.
Ao todo, teriam sido apreendidos mais de R$ 9 mil. Porém, não chegou a ser detalhado ainda se o valor estava na casa de apenas um investigado. Além de Simone, outras seis pessoas foram alvo da operação de hoje.
Na peça, a PF descreve que a prefeita era líder do núcleo político da organização criminosa. No entanto, a reportagem apurou que Adriane Lopes ainda não está entre os alvos porque foi 'salva' pela Justiça.
Operação
No total, foram sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral de MS, cumpridos pela Polícia Federal em Campo Grande e na cidade interiorana.
A PF anotou que a investigação identificou elementos de movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.







