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Campo Grande

Cemitérios de Campo Grande lotam com tradição do Dia dos Finados

02 novembro 2015 - 10h17Por Mariana Anunciação

Muitos se questionam sobre o que acontece após a morte ou até mesmo, qual o real sentido da vida. As crenças se divergem, teorias se confrontam e há até quem prefere evitar o assunto. Mas, nesta segunda-feria (02), Dia dos Finados, o que ficou mais evidente é a tradição, ninguém quer apagar a chama do amor e todos se esforçam para manter aceso o laço com o ente querido.

Considerado um dos mais importantes rituais religiosos da tradição cristã católica, o Dia de Finados serve como um momento de reflexão, para relembrar a memória dos que já partiram e rezar pela alma dos mortos, mas é capaz de reunir diversos povos e costumes. “Cada vez está mais movimentado. Esse ano está mais lotado”, contou Luzinete Freire de Oliveira, que trabalha como zeladora no Cemitério Santo Antônio em Campo Grande, há 21 anos.

“Passou a ser tradição, de pai pra filho. A gente é de Dourados, mas viemos aqui pra homenagear minha mãe, que está no céu”, contou emocionado o filho, o motorista Revair Moura, de 39 anos. Sua esposa, a operadora de caixa, Ana Carina, de 36 anos, fez questão de acompanhá-lo e destaca a importância deste momento. “Todo ano temos que ir ao cemitério”.

Foto: Geovanni Gomes

Ao transitar pelos túmulos espalhados pelos cemitérios da cidade é possível ver pessoas de diversas crenças e culturas, cada um tem seu modo peculiar de demonstrar a fé. “No Dia dos Finados, sempre visito o cemitério Primavera, Santo Antônio e Santo Amaro. É uma tradição, um dia nós vamos estar lá. Aproveito para ver espiritualmente meus pais, parentes e amigos”, contou o aposentado, Hidelriko Shakihama.

Foto: Geovanni Gomes

A esposa dele revelou ainda, que já visitaram os túmulos dos sogros e da filha mais velha. “Nós acendemos velas e prestamos esta homenagem”. Em muitos locais também são oferecidas missas, que ficam abarrotadas de fiéis. Enquanto a maioria das pessoas está vivendo um momento de nostalgia ou reflexão, há quem aproveita para tirar lucro da situação.

 

Foto: Geovanni Gomes

“Essa é a primeira vez que eu vim ao cemitério. Estou vendendo pano de prato, tem até para o Natal. Temos que começar a vender adiantado. Acabei de chegar, mas espero que o movimento ajude nas vendas”, destacou otimista, Juracy Afonso Vieira, de 65 anos.