A situação no bairro Varandas do Campo, na região do Homex, em Campo Grande, está cada vez mais insustentável. Moradores relataram à reportagem que, na Rua Dois Irmãos, há um poste de energia elétrica com risco grave de queda, e que nem prefeitura e nem Energisa realizaram o conserto, mesmo após apelos.
Segundo a Mylena Isabeli, o poste está em condições precárias desde o dia 6 de setembro de 2025, após um caminhoneiro dar ré e atingir a estrutura. A Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia em Mato Grosso do Sul, foi acionada, inclusive com fotos e vídeos, mas não houve movimentação para reparos por parte da empresa.
“Já foi relatado o perigo. E agora, com esse tempo de chuva, aquele cantinho ali é utilizado pelas pessoas para transitar, por causa da poça de água que ocupa a rua inteira. Tem carros também que estão querendo passar entre o poste ali, motos, e aí fica perigoso, porque as ferragens estão todas expostas”, disse Mylena.
A moradora já havia denunciado a situação da Rua Dois Irmãos, que possui um acumulado de água desde o início do ano. “Eu não sei o que acontece, mas essa água não seca. A água tem um cheiro desagradável, tem criança próxima à região. E é difícil o acesso para passar, venho para casa da minha mãe e preciso passar entre o poste que está caindo e a calçada. Mesmo assim, vai aquela água podre no pé da gente”, relata.
O bairro não possui pavimentação e foi mais um dos locais onde a prefeita Adriane Lopes (PP) realizou diversas promessas de campanha. “Está um descaso total, quando ela veio aqui no bairro se candidatar, prometeu várias coisas, asfalto na linha de ônibus, e não tem até hoje. É horrível, de tanto o ônibus passar nas linhas, vira uma cratera, os carros e motos ficam patinando, você pode atolar até. O bairro foi literalmente esquecido”.
Ela pede que a prefeitura envie pelo menos uma patrola na região. “A situação no bairro está muito difícil, são várias ruas sem acesso. Uma vez o carro de uma entregadora atolou, aqui. Não vai asfaltar? Tudo bem, mas jogar um cascalho, dar uma arrumadinha nas ruas, porque estão horriveis. Nem motorista de aplicativo aceita entrar aqui mais”.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura e Energisa, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para futuras manifestações.









