Há semanas Genice Elaine enfrenta uma situação que descreve como "falta de respeito e empatia" por parte de moradores de Campo Grande.
Genice é professora da Escola Municipal de Educação Infantil Eleodes Estevan e, toda vez que estaciona em uma vaga em frente a um instituto para pessoas com deficiência visual de Campo Grande, passa pela mesma situação: sacos de lixo impedindo a entrada em seu veículo.
Segundo a professora, essa situação passou a acontecer após receber reclamações por estar estacionando em vagas para pessoas com deficiência indevidamente, porém, Genice é uma pessoa com deficiência e possui a carteira de deficiente que a permite estacionar em vagas prioritárias.
"Na prática, essa situação é falta de empatia e de respeito. Os sacos de lixo são colocados, impedindo a entrada no automóvel, que foi estacionado na vaga reservada para PCD com a plaquinha garantida via laudo médico e emitido pelos órgãos competentes."
Genice explica que até poderia estacionar em frente à escola em que trabalha, mas que as vagas prioritárias para pessoas com deficiência estão sempre ocupadas por pessoas que não apresentam a placa de permissão, sendo a sua única solução estacionar pela região e, às vezes, em frente ao instituto. "Fazem isso só porque me veem andar aparentemente bem, mas deficiência não é só aquela que é vista." Eu sofro com as dores constantes; tenho laudo de monoparesia e fibromialgia. A minha deficiência não é visível.
Sem saber mais o que fazer, Genice gravou a situação para conseguir denunciar. "Eu tenho que me esquivar para entrar no meu carro, mas sofro com muitas dores."
A professora pede para que os responsáveis por deixar o lixo tenham mais empatia e pensem na dor do próximo. A redação entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para apurar medidas cabíveis nessa situação e aguarda retorno.
Confira abaixo o vídeo gravado por Genice.








