Conselheiros tutelares suplentes de Campo Grande afirmam que estão há mais de dois meses sem receber salários e denunciam atrasos recorrentes no pagamento da remuneração. Segundo o grupo, a situação seria resultado de falhas administrativas da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) e já levou ao envio de ofícios para a pasta e a Ouvidoria do Município.
À reportagem, uma das conselheiras, que pediu para não ser identificada, afirmou que o problema não é novo, mas se agravou nos últimos meses. "Não é a primeira vez que atrasa. Antes eram alguns plantões, agora estamos com salários pendentes desde maio. A orientação que recebemos é sempre para aguardar", disse.
Segundo os trabalhadores, seis conselheiros suplentes foram afetados. Eles atuam na substituição dos titulares durante férias, licenças médicas e outros afastamentos e têm direito à remuneração pelos períodos em que exercem a função.
Nos documentos encaminhados ao Executivo municipal, os profissionais atribuem os atrasos a problemas no processamento de documentos funcionais, folhas de plantão, atestados médicos, registros de frequência e comunicações internas necessárias para inclusão dos pagamentos na folha salarial.
Eles afirmam que há pendências referentes a plantões realizados em abril, substituições feitas em junho e documentos que ainda não teriam sido processados pela administração municipal.
Ainda conforme os ofícios, a comunicação interna necessária para registrar as suplências teria sido enviada fora do prazo, o que impediu a inclusão dos profissionais na folha de pagamento. Os conselheiros também pedem que a prefeitura apure possíveis responsabilidades pelas falhas administrativas.
Recursos administrativos
Além dos ofícios, dois conselheiros protocolaram recursos administrativos solicitando a inclusão imediata dos salários em folha complementar. Nos pedidos, eles afirmam que continuam exercendo regularmente as atividades, apesar da ausência de pagamento, e requerem a quitação integral dos valores em atraso.
Segundo os profissionais, caso a situação não seja resolvida administrativamente, eles pretendem ingressar com ações judiciais para cobrar os salários.
Por meio de nota, a prefeitura de Campo Grande detalhou que não houve atraso no pagamento dos vencimentos dos conselheiros suplentes. Confira:
"O que ocorreu foi um equívoco de entendimento em relação aos prazos necessários para o lançamento e processamento do período efetivamente trabalhado, etapa indispensável para a realização do pagamento.
Essa situação já foi esclarecida presencialmente aos conselheiros pela Gerência de Pessoas da Secretaria.
Além disso, foram adotadas medidas para aprimorar a comunicação e a orientação aos conselheiros suplentes quanto aos procedimentos administrativos e aos prazos necessários para o processamento e a efetivação dos pagamentos, a fim de evitar novos equívocos."








