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Campo Grande

há 41 minutos

Conselheiros tutelares vivem constrangimento, estrutura porca e ameaças no Lagoa (vídeo)

Salas sem divisórias fazem com que o atendimento não seja privado

Conselheiros tutelares que atuam na unidade do Lagoa denunciam precariedade extrema no local de trabalho, em Campo Grande. As mazelas vão desde a sujeira, falta de profissionais, ameaças à integridade e até processos molhados pela péssima estrutura. 

A conselheira Bianca Verone detalhou que a unidade sofre com mato alto e quando chove a água invade o espaço. O constrangimento se dá também na falta de espaço, sendo que o atendimento ao público e reuniões têm de ser feitas em ambiente conjunto, sem qualquer privacidade. 

Sobre a limpeza, os trabalhadores contam que eles mesmos têm de assear o ambiente. Processos do conselho ficam armazenados do lado externo e quando chove acabam molhados. Porém, a água também entra na área interna. 

As ameaças à integridade dos profissionais, diz Bianca, são constantes e vêm de quem não aceita medidas do órgão, como decisão sobre guarda de crianças e adolescentes. 

''Já foram cinco boletins de ocorrência registrados por essa questão'', desabafou a fonte. O sofrimento também vem na foram de falta de material humano e estrutural. Todas essas situações já teriam sido levadas à Secretaria de Assistência Social, à Prefeitura e ao Ministério Público Estadual. 

Foi dito que o prédio onde fica a unidade é inadequado e está com placa de ''vende-se''. Moradores dessa região sugeriram que o Conselho Lagoa seja deslocado para uma antiga incubadora no Jardim São Conrado, cujo prédio estaria reformado. 

Processos molham em imóvel imprópio

Imóvel não conta com salas reservadas, dizem conselheiros (Foto: Alice Assis)

Mais problemas

O presidente dos Conselheiros Tutelares de MS, Adriano Vargas, reforçou a denúncia e deu conta que as oito unidades dos conselhos sofrem com problemas severos. Ele detalhou falta de viaturas, pouco combustível e material humano. 

Limpeza

Quando equipe do TopMídiaNews chegou ao local, o mato já havia sido aparado e tinha uma viatura da Guarda Civil Metropolitana. Foi dito pelas fontes que essa movimentação se deu apenas em razão das reclamações. Entramos em contato com a assessoria da PMCG. O espaço está aberto. 

 
 

 

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