Após denúncias de mães sobre casos de humilhação envolvendo crianças em uma escola de Campo Grande, a família de um ex-aluno da mesma instituição resolveu também se manifestar. A mãe acusa a Escola Municipal Irene Szukala, no bairro Aero Rancho, de omissão em um caso de agressão contra o filho de 9 anos.
O episódio ocorreu em 4 de julho de 2024 e, segundo a mãe, está sendo analisado pela Justiça. Segundo o relato de Evelyn Vanderlan Lescano, o filho quebrou o braço em uma briga com outro aluno. Ela alega que o menino se recusou a dividir o lanche e caiu, sendo que mesmo no chão, foi ignorado por uma funcionária da escola.
“Quando meu filho caiu no chão dizendo que não conseguia mexer o braço, a supervisora apenas olhou para ele e falou para ele parar de frescura, que não tinha machucado”, lembra a mãe.
O menino foi diagnosticado com fratura no braço e, segundo Evelyn, ficou traumatizado com a situação. Ele se afastou das aulas por medo de retornar ao ambiente escolar e precisou ser transferido para outra escola, já que o agressor morava em frente à unidade.
Apesar da gravidade do caso, a mãe afirma que nenhuma providência efetiva foi tomada pela direção da escola. “Fui até o Conselho Tutelar, mas também não me ajudaram. Corri atrás de psicólogo por conta própria, porque nem isso a escola ofereceu. Hoje, meu filho tem medo de tudo. Ele é um menino calmo, nunca foi de confusão”, relata.
Evelyn ainda conta que tentou contato com a diretora dias depois do ocorrido, mas era constantemente informada de que ela não estava na escola. Só conseguiu falar pessoalmente ao aparecer de surpresa. “A única coisa que fizeram foi trocar o aluno de turno. Disseram que a mãe dele era desempregada e que não podiam fazer mais nada”, diz a mãe.
Mesmo após a mudança de período, o agressor continuava zombando da vítima na entrada e saída da escola, o que agravou ainda mais o trauma do menino, reforçando a mudança de escola na época e decisiva para este novo ano escolar.
"Recorremos à Justiça e aguardamos audiência para responsabilizar os envolvidos", pontua Evelyn.
A reportagem do TopMídiaNews entrou em contato com a Semed (Secretaria Municipal de Educação) sobre o caso relatado. Em resposta a secretaria enviou a nota abaixo:
A Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande (SEMED) informa que acompanha com responsabilidade todas as situações envolvendo o bem-estar e a integridade dos estudantes da Rede Municipal de Ensino.
Em relação ao caso ocorrido na Escola Municipal Irene Szukala, envolvendo o aluno em questão, a unidade escolar possui registro formal da ocorrência, datada de 4 de julho de 2024. Conforme ata da escola, após o incidente, a equipe gestora prestou os primeiros atendimentos ao aluno, aplicando compressas de gelo e acionando imediatamente a mãe da criança, que compareceu à unidade.
Na sequência, a coordenadora escolar acompanhou mãe e filho até o posto de saúde mais próximo, onde foram informadas sobre a indisponibilidade de aparelho de raio-x. Diante disso, a equipe escolar direcionou a família à UPA do bairro Aero Rancho, acompanhando o atendimento médico e todos os desdobramentos necessários.
A SEMED reforça que, segundo os registros, não houve omissão por parte da escola. Ainda assim, toda e qualquer denúncia recebida é levada com seriedade e apurada com rigor, conforme os protocolos estabelecidos pela Rede Municipal de Ensino.
Por fim, conforme solicitado pela própria mãe do aluno, a transferência da criança foi formalizada no dia 7 de outubro de 2024.
A Secretaria permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários aos órgãos competentes e reafirma seu compromisso com a segurança e o cuidado com todos os estudantes da Rede Municipal.






