Documentos e declarações da própria prefeita Adriane Lopes (PP) e do marido, deputado estadual Lídio Lopes (sem partido), comprovam a sonegação fiscal da família no IPTU de Campo Grande. Enquanto a população sofre um verdadeiro tarifaço do imposto, a chefe do Executivo municipal faz ilegalidades para não pagar o que deve justamente para a prefeitura que administra, e isso há anos.
A família Lopes mora em uma mansão em um terreno que uniu duas áreas, uma de 588m³ e outra de pouco mais de mil m², que era uma praça que foi desafetada e adquirida pelo deputado estadual Lídio Lopes. Até aí, nenhuma ilegalidade aparente.
O problema é que a construção da casa não foi averbada, ou seja, a família Lopes paga IPTU apenas do terreno, e não da casa. Por isso, hoje o imposto no nome da prefeita Adriane Lopes é de R$ 4.071,12, valor considerado baixo para o tamanho do terreno e da localização, no bairro Carandá Bosque III, uma das áreas mais nobres de Campo Grande.
A não averbação é considerado sonegação fiscal, ou seja, crime por parte da família Lopes, e é facilmente comprovada até pelo próprio casal. Adriane Lopes, na campanha eleitoral de 2024 à Prefeitura de Campo Grande, na declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral, não declarou nenhum imóvel.
Já o marido, também quando candidato, declarou apenas o terreno de 588m², antes da união com o que antes era a praça que foi desafetada. Nenhuma casa construída foi declarada.


AINDA MAIS BAIXO
Para completar, o valor cobrado no bairro da chefe do Executivo municipal, coincidentemente, foi reduzido neste ano pela metade, diferente de outras regiões da cidade, onde chegou a disparar até 400%.
Os valores surpreendem o campo-grandense pelo fato de Adriane morar em uma das mais nobres áreas da Capital e pagar um valor abaixo. Dois motivos parecem explicar a situação. Primeiro a redução da taxa do lixo justamente no bairro Carandá Bosque III, que foi reclassificado de ‘Al’ para ‘NM’, o que reduziu de aproximadamente R$ 1,2 mil para R$ 708.

(A mansão de Adriane e Lídio Lopes / foto: TopMídiaNews)
CAOS
Enquanto isso, segue a polêmica do tarifaço de Adriane, que teve aumento de até 400% justamente no valor da taxa do lixo, que não precisava de aprovação da Câmara Municipal. Campo-grandenses revoltados lotam, desde segunda-feira, a Central do Cidadão para questionar o reajuste que consideram irregular.
A Prefeitura, em reunião com vereadores, já afirmou que não vai rever o tarifaço e, no máximo, vai aumentar pontos de pagamento e ampliar a data de vencimento dos boletos.







