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Campo Grande

há 1 mês

Livros e fé como refúgio: analista trocou o escritório por hospitais no tratamento do lúpus (vídeo)

Ela vive atualmente com a mãe, que ajuda nos cuidados diários e na adaptação à nova realidade

A rotina de Katherine Cordeiro, moradora de Campo Grande, mudou completamente nos últimos anos após o diagnóstico de lúpus, uma doença autoimune com a qual ela convive há cerca de sete anos. O que começou como um quadro controlado acabou se agravando nos últimos meses e atingiu os rins, levando a complicações mais severas.

Segundo ela, o estado de saúde piorou de forma rápida. “Foi em questão de meses. Hoje estou com nefrite lúpica e meus rins funcionam parcialmente”, relata. Por se tratar de uma inflamação grave na região, a situação fez com que ela precisasse iniciar um tratamento mais intenso, incluindo pulsoterapia com medicamentos considerados fortes, usados para conter a atividade da doença.

Antes ativa no mercado de trabalho como analista de RH, Katherine conta que precisou interromper a carreira. A rotina agora é marcada por consultas, medicamentos e limitações físicas. Ela vive atualmente com a mãe, que ajuda nos cuidados diários e na adaptação à nova realidade.

Além da doença, a situação financeira também se tornou um desafio. Segundo ela, o tratamento exige medicamentos de alto custo, que chegam a cerca de R$ 1 mil por mês, fora despesas com alimentação especial e exames que nem sempre são disponibilizados pelo sistema público. “Não posso fazer praticamente nada sozinha. Preciso de acompanhamento constante”, diz.

Apesar das limitações, Katherine afirma que tem buscado se adaptar ao novo momento. Entre os poucos hábitos que conseguiu manter está a leitura, que virou um dos seus principais passatempos durante o período de tratamento. “É uma luta diária para me manter viva”, resume.

Katherine gravou um vídeo contando sua história com mais detalhes sobre sua rotina após agravamento do lúpus, principalmente como um alerta para mulheres que convivem com a doença. "É uma história triste, mas é uma história de Deus a todo momento".

A dificuldade para acessar especialistas como nutricionista e profissionais de saúde mental pelo SUS também faz parte da rotina enfrentada por ela. Diante disso, uma vaquinha online foi criada para ajudar a custear parte do tratamento e exames.

 

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