A família do menino João Guilherme Jorge Pires, morto após uma peregrinação em unidades de saúde de Campo Grande, luta por justiça pelo caso que consideram uma negligência médica no atendimento da criança. Na manhã deste sábado (25), familiares e amigos realizaram um protesto na 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena e relataram que cogitam exumar o corpo do menino para provar o erro médico no caso.
Segundo o presidente da Associação das Vítimas de Erro Médico em Mato Grosso do Sul, Valdemar de Souza, a exumação seria uma forma de buscar justiça para o caso.
"Essa liberação da criança foi um descaso, uma negligência muito grande que ocorreu nas UPAs de Campo Grande. Eu tenho certeza de que a família terá êxito nessa ação. É preciso responsabilizar as pessoas que fizeram isso com o João Guilherme. Temos filhos, netos, nos comovemos com a situação. Vamos procurar justiça, nem que seja pela exumação do corpo. Não pode haver impunidade."
A tia do menino, Adriana Soares reforça o pedido de justiça perante as autoridades, que não se manifestaram sobre a morte de João Guilherme. "Só queremos a justiça, nada do que a gente fizer vai trazer o João de volta, mas a gente quer justiça para que outras pessoas, tanto crianças quanto adultos, não aconteça a mesma coisa".
Abalada, Regiane Jorge, de 44 anos, mãe do menino, ainda não acredita na morte do próprio filho. "Eu só quero justiça pelo meu filho, o que fizeram com ele foi uma injustiça, tiraram a vida dele. Passamos por médicos, por UPAs, era uma coisa simples, só uma dor no joelho, e não fizeram nada por ele".
O caso
A morte de João Guilherme é investigada após uma sequência de atendimentos em unidades de saúde de Campo Grande. A família aponta possível negligência médica.
O menino começou a apresentar problemas após uma queda, no dia 2 de abril, e passou por diferentes unidades, sendo liberado inicialmente com medicação para dor. Mesmo com a persistência e agravamento dos sintomas, incluindo dores no peito, ele continuou sendo atendido e liberado.
A morte foi constatada na madrugada do dia 7 de abril.









