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Campo Grande

13/06/2026 13:30

Em menos de 30 dias, série de furtos expõe falta de segurança na Manoel da Costa Lima (vídeo)

Comerciantes vivem situação de medo e gastos com reparos em fiação de energia roubada

Nem câmeras de vigilância, segurança reforçada ou grades impedem que criminosos realizem furtos a estabelecimentos na região da Avenida Manoel da Costa Lima, próximo aos bairros Pioneiros e Vila Ipiranga, em Campo Grande. 

Segundo denúncias enviadas por funcionário de um dos locais, que não quis se identificar, diversos prédios comerciais tiveram os fios e cabos de energia furtados. Os roubos mais recentes aconteceram em menos de 30 dias entre cada um, o que expõe a falha de segurança policial da região. 

Ainda conforme o denunciante, em um dos roubos, ocorridos no início da semana, os ladrões quebraram toda a mureta de tijolos e o padrão de energia de uma das empresas chegou a ficar caído no solo. 

“Quanto mais colocamos cadeados, reforçamos as grades, mais as coisas pioram. Desta vez quebraram a mureta de tijolos. Dois prédios vizinhos tiveram os cabos de energia cortados. É um descaso com os comerciantes da região”, disse o denunciante. 

Os roubos ocorrem na madrugada, período em que não há policiamento na região. Os comerciantes já tentaram acionar as forças de segurança e realizaram boletins de ocorrência sobre os furtos, mas são “ignorados”. 

“Não existe ronda policial, não há preocupação com a segurança do patrimônio dos contribuintes. É constante os roubos aqui, direto roubam as casas também. Fizemos o boletim e nem tivemos a ‘visita’ da polícia, nunca nos deram um respaldo”. 

Cada roubo termina em perda de faturamento e prejudica os atendimentos dos estabelecimentos. “A empresa para até conseguirmos fazer o conserto. Normalmente perdemos uma manhã. Temos que desembolsar com a compra de novos cabos e mão de obra”, explica. 

“O mais complicado é encontrar um profissional disponível para atender estas emergências. Nós consertamos, mas estamos com muito receio de roubarem novamente”, destaca. "Fora que, normalmente, esses gastos não estão previstos no orçamento, pois são de R$ 4 a 6 mil só de material. Os comerciantes menores sofrem muito", continua. 

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar para entender o caso e quais medidas de segurança estão sendo tomadas na região, conhecida pela falta de segurança, mas, até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações. 

 

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