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Campo Grande

Ex-terceirizada do Bradesco pede recuperação judicial e vigilantes vivem aflição em Campo Grande

Empresa tinha prometido parte do pagamento para dia 30, mas não o fez

31 maio 2019 - 11h30Por Thiago de Souza

A MJB Segurança e Vigilância, empresa que prestou serviços ao banco Bradesco de fevereiro a abril deste ano, em Mato Grosso do Sul, pediu recuperação judicial. A notícia foi dada aos vigilantes nesta quarta-feira (29) e com isso a aflição dos profissionais que estão sem receber salários aumenta.

Conforme o Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância Patrimonial, Eletrônica, Transporte de Valores, Escola de Formação de Vigilantes Orgânicos de Campo Grande e Região, o Seesvig-MS, os ex-funcionários da MJB estão sendo convocados para uma reunião na próxima sexta-feira (31).

O assunto será a tentativa de entrar com uma liminar para pedir à Caixa Econômica Federal que libere o saldo do FGTS.  Em seguida, o sindicato quer preparar documentação dos filiados para requerer os demais direitos na Justiça.

''Estamos moldando toda uma estrutura jurídica para requerer os direitos'', explicou o presidente do Seesvig, Celso Adriano Gomes da Rocha.

Vigilantes atuaram por três meses no Bradesco. (Foto: Google Street View)

No entanto, os salários e verbas rescisórias dos trabalhadores não têm data para serem pagos. A informação do sindicato e de uma parente de um vigilante era de que havia promessa para pagamento nesta quinta-feira (30), algo que não ocorreu.

O sindicato confirmou que parte das carteiras de trabalho foram devolvidas aos trabalhadores na quarta-feira, vindas de Cuiabá (MT), onde fica a sede da empresa. Ainda de acordo com Celso, muitos profissionais estão em dificuldades financeiras e precisam do dinheiro para quitar as dívidas.

Desrespeito

A esposa de um ex-trabalhador da MJB relatou que as carteiras de trabalho foram entregues na calçada, fora da empresa.

''Isso é um desrespeito. Uma falta de consideração. Não deixaram nem os funcionários entrarem'', desabafou a mulher que não quis se identificar. Celso Adriano disse que nenhum profissional relatou isso, mas prometeu verificar o caso.

Descaso

Outra reclamação da denunciante é que a empresa disponibilizou a impressão dos holerites, pela internet.

''Nesse holerite ta falando que a empresa não deve nada. O valor líquido a pagar consta como 'zero', explicou a reclamante.

Outra preocupação dos trabalhadores e do sindicato é que os nomes dos trabalhadores foram colocados na lista de credores da empresa, que foi disponibilizado para a Justiça.

''Eles não deram satisfação nenhuma para a gente. Isso é um desrespeito'', completou a mulher.

Tentamos contato com a direção e assessoria de imprensa da MJB, mas todos estavam em reunião e prometeram retornar.

*Matéria alterada às 15h28 desta sexta-feira (31) para correção da data