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Campo Grande

há 36 minutos

Famílias temem ficar sem lar com a desocupação da comunidade 7 de Setembro (vídeo)

Cerca de 100 famílias temem perder suas casas em ocupação de Campo Grande

Cerca de 100 famílias que vivem na comunidade 7 de Setembro, em Campo Grande, temem perder suas casas diante de um pedido de reintegração de posse da área. Os moradores afirmam que muitos não têm outro lugar para morar e pedem ajuda das autoridades para evitar que crianças, idosos e outras pessoas fiquem desabrigados.

De acordo com Bianca Calça Soares, moradora da comunidade, as famílias estão no local há cerca de dois anos e um mês. A área, onde funcionava a antiga fábrica de uma empresa especializada em tecnologia e fabricação de máquinas, teria permanecido abandonada por mais de duas décadas, segundo o relato.

A moradora afirma que o terreno possui dívidas com o município, a União, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco do Brasil. Ela também relata que o imóvel está há mais de 20 anos sem pagamento de IPTU. As informações sobre a situação financeira e jurídica da propriedade foram apresentadas pelos moradores e precisam ser verificadas junto aos órgãos competentes.

Segundo Bianca, o pedido de reintegração de posse foi apresentado pouco antes de a comunidade completar um ano de ocupação. Ela afirma que a solicitação foi negada em duas votações no processo, mas ainda falta o voto de uma desembargadora para a conclusão da análise em segunda instância.

Os moradores questionam a situação da propriedade e pedem que o caso seja avaliado antes de qualquer medida que possa resultar na retirada das famílias. A situação jurídica do imóvel e os argumentos apresentados no processo devem ser esclarecidos pelas partes envolvidas.

A comunidade é organizada e conta com uma associação de moradores. Bianca afirma que a maioria das casas é de alvenaria e que algumas famílias investiram o pouco que tinham para construir um lugar onde pudessem viver.

Moradores temem ficar sem ter para onde ir

Entre os residentes, eles afirmam que vivem na comunidade há cerca de dois anos e temem perder a casa que construíram para abrigar a família. “Eu estou prestes a ser despejado do meu teto, do meu lar, onde eu lutei, conquistei, me endividei para dar um teto para os meus filhos”, relatou.

Outra moradora, identificada como líder da ocupação, também descreveu a angústia das famílias diante da possibilidade de perder as moradias. Segundo ela, muitos residentes abriram mão de outras necessidades para construir as casas e agora temem perder o que conquistaram. “Hoje a gente está correndo um risco, está correndo a grande perda da nossa vida, o nosso sonho”, afirmou.

Bianca destaca ainda a presença de famílias com crianças na comunidade. Em uma das residências, segundo ela, vivem dez crianças, o que aumenta a preocupação com as consequências de uma eventual desocupação.

Comunidade pede ajuda das autoridades

Os moradores afirmam que buscam visibilidade para a situação e esperam que o caso chegue ao conhecimento da Prefeitura de Campo Grande, da Defensoria Pública e de outros órgãos que possam avaliar alternativas para as famílias.

O objetivo, segundo os moradores denunciantes, é garantir que os residentes tenham uma solução habitacional e não sejam retirados do local sem ter para onde ir.

A equipe do TopMídiaNews entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber um posicionamento dos moradores.

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