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Campo Grande

28/04/2024 13:30

Giroto é réu por demitir peão machucado de fazenda que o levou para a cadeia no MS

Ex-deputado alvo da Lama Asfáltica é acusado de não registrar capataz

O capataz Gilmar Damião da Silva, 51 anos, busca os direitos trabalhistas que lhe foram supostamente negados, quando trabalhou um mês na Fazenda Encantado do Rio Verde, em Rio Verde e foi demitido, mesmo doente. A propriedade ganhou o noticiário policial quando da prisão do ex-deputado Edson Giroto, acusado de comprá-la com dinheiro público desviado. 

Conforme a denúncia, Damião diz que foi contratado em janeiro de 2024 e chegou a entregar a Carteira de Trabalho ao contratante, que seria o arrendatário da propriedade, Márcio Roberto da Silva. Conforme apurado pelo TopMídiaNews, Márcio presta satisfações para Flávio Henrique Garcia Scrocchio, ex-cunhado de Giroto. 

No entanto, pouco depois de completar um mês na fazenda, um equino pisou no pé do capataz durante a selagem. Ele avisou aos superiores sobre o caso, mas não teve retorno. Foi um vizinho da propriedade, garante Damião, que o levou para socorro em Rio Verde. 

''Liguei para o Flávio e ele disse: 'tô tomando cerveja aqui com o Giroto, e você me perturbando?'', recordou o trabalhador, detalhando que eram oito horas da noite. 

Giroto aparece como réu no processo trabalhista

Flávio, que seria dono da fazenda, negou conhecer o caso (Foto: TRT 24ª Região)

O trabalhador detalha ainda que, ao dizer que estava doente, não recebeu qualquer auxílio, nem remédio ou ligação dos superiores. Ele se recorda também quando ligou para Márcio questionando se alguém o levaria da fazenda até a cidade buscar ajuda médica e teria ouvido que não, que iria ser dispensado. 

No dia 9 de fevereiro, o trabalhador foi chamado para a loja de um superior, em Campo Grande, onde recebeu o salário de janeiro e outro provento, além da notícia que estaria dispensado. Ele garante que nenhuma anotação fora feita na Carteira de Trabalho. 

Giroto aparece como réu no processo trabalhistaEquino pisou no pé do capataz, que foi demitido (Foto: Repórter Top)

Agora, Gilmar busca a Justiça do Trabalho, que fica em Coxim, para receber todos os direitos trabalhistas e o equivalente a salários por um ano, em razão da estabilidade à qual teria direito por ter se machucado no trabalho. O valor da causa é R$ 108 mil. A audiência de conciliação está marcada para maio. 

No processo constam como réus Edson Giroto, Márcio, o filho dele, e Flávio Garcia. Os tópicos da ação no site da Justiça trabalhista são ''Acidente de trabalho''; ''Estabilidade Acidentária'' e ''Reconhecimento de Relação de Emprego''. 

Procurado pelo TopMídiaNews, Flávio diz desconhecer Gilmar e também o assunto. Não conseguimos contato telefônico de Edson Giroto. O espaço está aberto permanentemente a todos os citados. 

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