sexta, 06 de fevereiro de 2026

Busca

sexta, 06 de fevereiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Campo Grande

há 3 meses

'Foi uma cena de horror', mãe que perdeu filho na Cândido Mariano revive o trauma (vídeo)

Cláudia passou dois dias em indução, ficou fraca, vomitando e ainda lembra: "Puxaram ele com força, nasceu morto e jogaram em cima de mim"

“Foi uma cena de horror, que eu não desejo para ninguém”. Assim define Cláudia Batista da Silva, mãe de Ravi, os últimos momentos do parto que terminou com a morte do bebê na Maternidade Cândido Mariano, no dia 16 de outubro, em Campo Grande.

Em um novo vídeo publicado nas redes sociais, Cláudia detalha o que viveu durante a internação e reforça a denúncia de negligência médica.

Segundo o relato, ela chegou à maternidade na manhã do dia 15, logo após a bolsa romper, mas ficou horas aguardando atendimento. O parto foi induzido, mas o processo se prolongou para o dia seguinte.

“Foram me dando comprimido para induzir, e eu perguntei quantos eram. Falaram que eram três. Eu tomei, começaram as contrações, andei, usei bola de pilates, chuveiro quente... eu mesma fui atrás de tudo para ver se evoluía mais rápido”, conta no vídeo.

Mesmo com os esforços, a dilatação progredia lentamente. “No outro dia, eu já estava ficando fraca, cheguei a vomitar. Meu esposo disse que meus olhos estavam revirando. Eu não aguentava mais”, relembra.

Segundo Cláudia, após a troca de plantão, a nova equipe decidiu iniciar o parto mesmo sem ela ter atingido dilatação completa.

O momento, segundo a mãe, foi de desespero. “O doutor pediu para o meu esposo fazer força em cima da minha barriga, enquanto outra profissional puxava a cabeça do Ravi. Foi uma tortura. Eu estava com a mão paralisada, fraca, e eles pressionando minha barriga. Na hora de puxar, formou um coágulo na cabeça do Ravi”, lembra.

Ravi nasceu com 53 centímetros e 4,1 quilos, mas Cláudia afirma que não houve episiotomia (corte) e que o parto foi feito de forma forçada. “Não tinha como ser parto normal, ele era muito grande. Quando puxaram ele, já nasceu sem vida. Jogaram ele em cima de mim, como se fosse um bicho. Eu olhei e falei: ele não está chorando”, conta, emocionada.

A equipe médica ainda tentou reanimar o bebê por cerca de 35 minutos, mas a morte foi constatada às 8h25. “Mas ele já nasceu morto”, lamenta Cláudia.

Ela também descreve a frieza com que foi tratada após a perda. “O médico virou para mim e disse que eu era jovem, que se tivesse outro, ele faria uma cesárea. Disse que entendia minha dor porque perdeu um neto ha 7 anos. Ouvir isso naquele momento foi cruel. Foi um total descaso”.

Cláudia afirma que decidiu tornar o caso público para buscar justiça e evitar que outras mulheres passem pelo mesmo sofrimento. “Meu filho era saudável, o coraçãozinho sempre estava certo. Tenho todos os ultrassons, tudo bonitinho. Ele faleceu no parto. Eu vou lutar por justiça, porque o que fizeram comigo e com meu filho não pode se repetir”, desabafa.

Nota de pesar

Em nota encaminhada anteriormente ao TopMídiaNews, a Maternidade Cândido Mariano afirmou que “não houve falhas” e que o caso será apurado internamente. A instituição declarou que a morte ocorreu por distócia de ombro, uma complicação obstétrica “grave e imprevisível”, e reiterou solidariedade à família.

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias