Alcides Pereira da Silva, de 76 anos e morador de Miranda, está internado na Santa Casa de Campo Grande desde 16 de agosto e aguarda a implantação de um cardiodesfibrilador implantável (CDI), aparelho indicado para tratar arritmias cardíacas graves. Segundo a família, mesmo depois de recorrer à Justiça e protocolar pedidos, ainda não há previsão para a realização do procedimento.
De acordo com uma familiar, o idoso passou mal em agosto e precisou ser transferido para a Capital por meio de vaga zero. Ao chegar à Santa Casa, ele foi encaminhado diretamente para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Depois de apresentar melhora, o paciente foi transferido para um quarto, mas voltou a passar mal e precisou retornar à terapia intensiva. Após avaliação médica, a família foi informada de que ele precisava receber o CDI por causa de uma arritmia grave.
O dispositivo, conforme o relato da familiar, custa mais de R$ 100 mil. A família afirma ter sido informada de que o hospital não teria recursos para disponibilizar o aparelho e que não havia previsão para a realização do procedimento.
Família recorre à Justiça
Diante da falta de previsão, os familiares começaram a buscar alternativas para conseguir o tratamento. Segundo a mulher, o pedido foi levado à Justiça e também foram feitos protocolos e solicitações para tentar agilizar o atendimento.
Apesar das tentativas, a situação permanece sem solução. A família relata ainda que outros dois pacientes que também recorreram à Justiça teriam conseguido avançar nos pedidos antes dele.
Além da arritmia grave, o idoso tem pressão alta e outros problemas de saúde, o que aumenta a preocupação dos familiares com o tempo de espera.
A família afirma que profissionais de saúde alertaram sobre a necessidade de buscar uma solução para o caso. Segundo o relato, médicos teriam dito que estavam trabalhando “por amor” e que nem eles estariam recebendo os pagamentos.
A reportagem procurou a Santa Casa para esclarecer por que o procedimento ainda não foi realizado, qual é a situação clínica atual do paciente e se existe previsão para a implantação do CDI.








