Um idoso diagnosticado com trombose venosa profunda (TVP) passou dias internado no corredor do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, após ser transferido do município de Rochedo com um quadro grave de infecção urinária. A situação foi denunciada pela filha dele, Jane Conegundes, que classificou as condições como desumanas.
Segundo o relato, o idoso chegou à unidade após apresentar febre alta, pressão arterial elevada, tremores intensos e baixa oxigenação. Ao ser transferido para a Capital, ele foi encaminhado ao Pronto Atendimento e permaneceu na chamada “ala verde”, acomodado em uma maca no corredor, sem acesso imediato a um leito de enfermaria.
Jane afirma que o pai ficou em meio a diversos pacientes, em um ambiente que descreveu como caótico. “Ele começou a apresentar delírios e tentava se arrastar pelo chão, com as pernas extremamente inchadas e mal cabendo na maca improvisada”, relatou.
Ainda conforme a filha, durante o período no corredor, houve falta de informações claras sobre o estado de saúde do paciente e dificuldade para identificar o médico responsável pelo atendimento. Ela buscou ajuda junto à assistência social, ouvidoria do hospital, ouvidoria estadual, Ministério Público e Defensoria Pública, solicitando a transferência do pai para um leito adequado, conforme previsto no Estatuto do Idoso.
Jane também relata que, após registrar reclamações formais, presenciou comentários de funcionários sobre as denúncias, o que considerou uma exposição constrangedora. Horas depois, surgiu uma vaga e o idoso foi transferido para a enfermaria.
Segundo ela, a melhora foi perceptível já na primeira noite em um leito adequado. “Consegui elevar as pernas dele na cama articulada e o inchaço reduziu significativamente”, afirmou. O idoso segue internado, ainda em tratamento contra a infecção urinária grave, mas agora em condições consideradas dignas pela família.
Jane afirma que decidiu tornar o caso público para alertar outras famílias sobre a importância de buscar seus direitos. “O que mais dói é saber que muitos continuam naquele corredor, pessoas idosas e debilitadas que não têm condições de reivindicar atendimento adequado”, disse.
A equipe do TopMídiaNews entrou em contato com o Hospital Regional para ter um posicionamento sobre as condições dos pacientes internados.








