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Campo Grande

há 13 horas

Investigação inocenta mãe e filho acusados de espancar estudante autista em Campo Grande

Criança faz tratamento no CAPS após ser apontada, junto da mãe, como autora de agressões do colega

A investigação sobre o caso do estudante autista, de 12 anos, que teria sido espancado nas proximidades da Escola Municipal Professor Antonio Lopes Lins, na região do Portal Caiobá, em Campo Grande, concluiu que a mãe e o filho inicialmente apontados como autores das agressões são inocentes.

O caso ganhou repercussão em março deste ano, quando um boletim de ocorrência registrado pelo Conselho Tutelar apontava que um estudante teria sido agredido por um colega dentro da escola e pela mãe desse aluno nas proximidades do colégio. No entanto, a investigação descartou o envolvimento da mãe e do filho nas agressões.

Segundo a mulher, representantes do Conselho Tutelar, da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e do Ministério Público foram até a residência para comunicar o resultado da apuração e reconhecer que a família havia sido acusada injustamente.

"Eles vieram na minha casa pedir desculpas pessoalmente. Disseram que foi comprovado que nós somos inocentes e que a própria criança contou que quem espancou foi a mãe e criou toda essa situação para se livrar. Pediram perdão pelo transtorno, mas isso não repara todo o dano que causaram à minha família", conta ao TopMídiaNews.

A mãe conta que o filho nunca teve qualquer problema disciplinar na escola, mas passou a sofrer emocionalmente depois de ser chamado para prestar esclarecimentos durante a investigação e agora faz acompanhamento psicológico no CAPS.

"Meu filho nunca brigou com ninguém. É uma criança tranquila, nunca foi chamada na escola por causa de confusão. Depois de tudo isso, ele começou a chorar toda vez que lembrava do caso. Hoje faz tratamento no CAPS porque ficou muito abalado com essa acusação. Qualquer comentário sobre o assunto deixa ele desesperado", detalha.

Na época, o Conselho Tutelar informou que o adolescente autista teria sido agredido por um colega durante o período de aula e, posteriormente, por um homem e pela mãe desse estudante em via pública. Na época, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) informou que houve apenas um desentendimento verbal dentro da escola e que, após ser comunicada sobre um possível episódio ocorrido fora da unidade, orientou a família da vítima a registrar boletim de ocorrência e acionou o Conselho Tutelar.

Após a acusação, mãe e filho tentam se reerguer emocionalmente. "Não queremos nada dessa família, essa mãe já está pagando pelo erro dela, fomos informados de que ela perdeu a guarda dos filhos. Estamos de consciência limpa de nunca ter feito nada com ninguém", disse a mulher, aliviada.

 

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