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segunda, 17 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Jovem é agredida em confusão envolvendo placa publicitária na Afonso Pena (vídeo)

Segundo relatos de pessoas próximas da vítima, não é a primeira vez que os homens "caçam confusão" com a jovem

14 janeiro 2022 - 16h25Por Vinicius Costa

Funcionária de um lava-jato de 22 anos foi agredida com socos e chutes na manhã desta quinta-feira (13) nos fundos de um estacionamento na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

A situação acabou acontecendo após uma discussão envolvendo homens que seriam responsáveis pelo atendimento do estacionamento. Segundo relatos obtidos pela reportagem, não é a primeira vez que eles "caçam confusão" com a jovem.

O que acontece é que funcionários tentaram colocar uma placa publicitária na calçada para atrair clientes, mas que não teria caído no gosto do empresário e de outro funcionário do estacionamento, alegando que poderia prejudicar a passagem das pessoas.

A mãe da jovem, identificada como Zoraide Inácia, proprietária do lava-jato onde sua filha trabalha, explicou em áudios divulgados que esses episódios são rotineiros envolvendo o agressor.

Porém, a maior revolta da mãe é que o empresário, apesar de ter ido para a delegacia e sua filha ficado com alguns ferimentos, não ficou preso após o registro da ocorrência.

No vídeo obtido pelo TopMídiaNews, é perceptível que a briga começa rapidamente o homem passa a agredir a vítima e mais outro rapaz. Nesse momento, após ser solta, a funcionária corre em direção ao que seria os fundos do lava-jato e retorna correndo atrás do agressor.

"Mandou ela fazer exame de corpo de delito e soltou ele, você acredita? Tinha que ser Maria da Penha para esse safado, fazer isso com a menina, que está trabalhando", esbravejou dona do lava-jato.

Zoraide não entende o porquê da perseguição envolvendo sua filha e nos áudios disse que sua filha é trabalhadeira e conseguiu alcançar seus objetivos com muito suor.

"Estou revoltada, minha filha é trabalhadeira. Agora conseguiu uma moto, trabalha dia e noite. É a segunda vez na semana já que ele fez isso, a gente questionou e ele partiu para cima dela, querendo ser o bonzão, ser o dono de lá", destacou a mãe. 

O caso foi inicialmente registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) como lesões corporais recíprocas, mas designado para investigações na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).