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Campo Grande

há 53 minutos

Mãe cobra por professores de apoio para filho autista em Ananhanduí: 'é triste ver ele sem ajuda'

Há nove meses, criança autista aguarda por um profissional de suporte educacional dentro da sala de aula

Renata, que preferiu se identificar apenas com o primeiro nome, de 33 anos, decidiu expor a falta de suporte diária que o seu filho de 4 anos de idade enfrenta na escola municipal no distrito de Anhanduí, em Campo Grande (MS).

Segundo o relato de Renata, o filho é diagnosticado com autismo e precisa de suporte dentro de sala de aula durante o aprendizado dos conteúdos passados e nas interações sociais. A mãe afirma que tentou por diversas vezes resolver a situação na escola, porém sem resultado.

"A única coisa que a escola me fala é que não tem professor que quer vir dar aula aqui no distrito. Quando eu deixo o meu filho lá, eles me garantem que tem uma pessoa que o leva ao banheiro e o acompanha. Na semana passada, ele chegou em casa com o braço machucado e já chegou duas vezes em casa com as roupas cheias de fezes".

Segundo Renata, quando o seu filho chegou sujo de fezes em casa, ela procurou explicações na escola e teria recebido, em ambas as vezes, a afirmação de que não seria obrigação da escola os cuidados com o seu filho. A maior preocupação de Renata é o atraso no aprendizado de seu filho e a forma como ele é tratado.

"Eu preciso muito de alguém para que ele venha a se desenvolver e ter os cuidados que ele precisa na escola. São muitas crianças esperando pelo professor de apoio, mas, infelizmente, a gente nunca tem uma resposta boa, porque nossas crianças do distrito estão esquecidas".

Conforme fala a mãe da criança, ela espera conseguir o apoio para o filho antes do fim do ano, uma vez que o bimestre letivo está para ser encerrado, e a criança não recebe o suporte necessário ao longo de todo o ano.

"Eu estou indignada com essa situação. Eu estou muito triste de ver que meu filho está sem alguém para poder ajudá-lo. Já estão acabando as aulas e, até agora, nada. Eu quero ver se no próximo ano será assim também."

A redação entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande para falar sobre a falta de professores de apoio na escola e aguarda retorno.

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