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Campo Grande

há 38 minutos

Mãe denuncia descaso durante atendimento em Cras de Campo Grande

Mesmo com criança de colo, a mulher foi ignorada no atendimento preferencial

Uma moradora do bairro Jardim Colúmbia denunciou uma situação de desacaso que vivenciou na última quarta-feira, dia 30 de setembro, no Cras (Centro de Referência da Assistência Social) do bairro Jardim Moema, em Campo Grande. 

De acordo com Maria, ela foi ao centro para conseguir atualizar os dados do seu Cadastro Único e estava com o seu filho, que ainda é uma criança de colo. A mulher afirma que, por ter chegado cedo na fila, ela seria a sétima, e que no dia foram disponibilizadas apenas 10 vagas para atendimento. 

"Quando a assistente social chegou para organizar o atendimento, informei que estava com meu bebê de apenas dois meses de colo e que tinha direito a atendimento prioritário. Para minha surpresa, a profissional não reconheceu a prioridade de forma imediata, como determina a lei. Em vez disso, pediu que as pessoas na minha frente abrissem mão de suas vagas, como se um direito fosse um favor que depende da boa vontade alheia." 

Segundo a mulher, mesmo relembrando à assistente social que o direito a atendimento preferencial era garantido por lei, a funcionária ignorou o aviso. A moradora afirmou que no local não havia placas informando quem compunha o grupo de atendimento prioritário e que, se houvesse, o transtorno não teria acontecido. 

"Fico ainda mais preocupada quando essa postura vem justamente de uma assistente social, profissional que deveria conhecer e zelar pelos direitos da população. Não estava pedindo nada além do que é meu por direito: respeito e atendimento prioritário, sem passar por constrangimento". 

Segundo a mulher, nenhuma das três pessoas que foram passadas na sua frente aceitou trocar com ela, mesmo sendo um direito seu.

"Espero que este relato sirva para que as autoridades responsáveis tomem as devidas providências e orientem os servidores quanto ao cumprimento da lei. Nós, mães com bebês pequenos, merecemos respeito." 

A redação entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Campo Grande para falar sobre o caso e aguarda resposta. O espaço segue aberto para manifestação da comunidade ou da gestão pública. 

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