Suelen Alfaro de Araújo, 29 anos, usou a rede social para denunciar a desorganização da Escola Municipal João Evangelista, após a filha de 8 anos sair da unidade sem ser acompanhada de um responsável e a escola notar o "sumiço", apenas quando o avô chegou para buscar a neta, nesta quinta-feira (9), no bairro Santo Amaro, em Campo Grande.
Segundo o relato da mãe, o avô que diariamente busca a menina, chegou na escola para pegar a criança, quando uma das funcionárias chamou e a menina não apareceu. Os funcionários chegaram a procurar a criança dentro da escola, porém não encontraram.
"Meu pai ligou desesperado, avisando minha mãe, ligando no meu serviço, dizendo que a criança havia sumido misteriosamente de dentro do colégio. Eu quase tive um infarto", conta.
Ainda conforme a mãe, a menina caminhou cerca de 10 quadras sozinha após deixar a escola e atravessou a Avenida Yokoyama, via de intenso movimento na região.
"Como uma escola libera uma criança de 8 anos para ir embora, sabendo que todos os dias o avô vai buscá-la? E se minha filha tivesse sido sequestrada, atropelada ou acontecido algo pior?", questiona.
A mãe afirma que entrou em contato com a diretora da unidade, mas, segundo ela, foi informada de que a escola não teria como manter controle sobre todos os alunos durante a saída.
"Ela me disse que não tem como controlar todos os alunos. Para mim, isso não é justificativa. Uma criança de 8 anos não deveria deixar a escola sem que um responsável estivesse presente", afirma.
Suelen acionou o Conselho Tutelar e terá uma reunião na próxima semana com a diretora da escola.
"Eu espero que isso nunca mais aconteça. A gente confia que a escola tem controle sobre a entrada e a saída das crianças, mas passei pelo maior desespero da minha vida", relata.
A reportagem procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para solicitar um posicionamento sobre o caso e aguarda retorno.








