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Campo Grande

26/10/2025 13:30

Mãe espera há dois meses por neuro e teme atraso no desenvolvimento do filho autista

Sem conseguir atendimento pelo SUS, Mayara organiza rifa para pagar consultas e iniciar terapias do pequeno Davi

Há dois meses esperando que o filho seja chamado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), a acabamentista gráfica Mayara Crystyna de Souza Molina, de 28 anos, vive dias de angústia em Campo Grande. Mãe do pequeno Davi de Souza Pini, de 2 anos e 8 meses, ela descobriu recentemente o diagnóstico de autismo e precisa de acompanhamento com neurologista para dar início ao tratamento do filho.

Após perceber a ausência de fala e agressividade do filho, a mãe procurou ajuda médica na unidade de saúde próxima de casa no São Conrado e constatou sinais de TEA (Transtorno do Espectro Autista). A médica solicitou no sistema o acompanhamento da criança com uma neuropsiquiatra, mas há dois meses de espera, a mãe não conseguiu retorno para dar continuidade ao acompanhamento urgente.

Enquanto o tratamento não começa, Davi segue sem o suporte adequado. Segundo Mayara, o menino é muito agitado, tem crises de agressividade com os irmãos e não consegue se adaptar a novas rotinas.

“Ele foi para creche, mas não se deu bem. Também teve uma babá que não conseguiu lidar com ele, mas agora está com outra que tem mais paciência. Ele tem hiperfoco em plantas e não gosta de ficar perto de muitas pessoas”, conta.

Sem retorno do sistema público, Mayara decidiu agir por conta própria e organizou uma rifa para custear as primeiras consultas particulares. Cada número custa R$ 15, e os prêmios variam entre kits do Boticário e valores em dinheiro. São 200 números no total, e cerca de 80 já foram vendidos. O valor arrecadado deve cobrir as primeiras seis a oito sessões, o que representa cerca de R$ 1,5 mil.

“A partir da consulta com a neuro, ela pode encaminhar para a fono e ver se é necessário medicar. Eu só quero ver ele se desenvolver, começar a falar, ter uma vida melhor”, diz a mãe.

Mesmo enfrentando a demora e os custos, Mayara mantém a esperança de conseguir o atendimento público. “Continuo na fila do SUS, porque o tratamento é caro e pode demorar. Mas não posso deixar ele sem ajuda. É o futuro dele que está em jogo”, afirma.

Interessados em ajudar a mãe, pode adquirir um número através do WhatsApp (67) 9310-5018.

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