Dez meses após acidente fatal, a família de Letícia Camargo, de 25 anos, clama por justiça. A jovem foi atropelada e morta no dia 12 de novembro de 2025, enquanto seguia a caminho da faculdade que cursava medicina, por um condutor que seguia em alta velocidade e na contramão.
O caso aconteceu na Avenida Mato Grosso do Sul, em Coxim. Na época do crime, o condutor do ônibus escolar que atropelou Letícia foi localizado e preso, porém solto sete meses depois após pagamento da fiança no valor de R$ 5 mil.
"A vida da minha filha custou R$ 5 mil. Quem a conheceu até hoje não se conforma com a morte dela. Eu não consigo aceitar que o caso seja tratado como um acidente quando o motorista estava na contramão e o freio estava funcionando. Até quando a gente vê um animal na rua, a gente freia, porque ele não freou quando viu a minha filha?".
Segundo a mãe da vítima, em áudios encaminhados para ela, testemunhas afirmavam que o condutor do veículo estava praticamente dormindo ao volante pouco antes do acidente.
"Umas meninas me mandaram um áudio falando que dava pra ver ele quase dormindo no volante e que, no momento em que ele atropelou a minha filha, ele teria afirmado que tinha passado em um buraco, mas esse buraco, no caso, era a minha filha."
Para a mãe da Letícia, é muito injusto que o suspeito possa estar solto agora, em razão da crueldade do crime. Segundo a mulher, o seu objetivo é divulgar o máximo possível a situação para tentar conseguir justiça pelo assassinato de sua filha".
"A Letícia era um ser maravilhoso, um ser incrível, pensava em ajudar o próximo, pensava em ajudar as pessoas. Ela era um ser incrível. Quem conheceu a Letícia, quem conviveu com ela, quem teve o privilégio de conviver com ela, não aceita até hoje, não aceita o que aconteceu. Porque ela era tudo de bom numa pessoa, era um ser maravilhoso".
O caso do assassinato está em trâmites legais.








