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Campo Grande

Menino com traumatismo craniano agonizou em UPA à espera de vaga em hospital de Campo Grande

Por duas vezes, a vítima teve de aguardar quatro dias para conseguir tratamento especializado

18 dezembro 2018 - 07h00Por Thiago de Souza

Menino de três anos, com suspeita de traumatismo craniano, agonizou de dor  por quatro dias na Upa Coronel Antonino, em Campo Grande. Ele esperou abertura de vaga em um hospital, mas diante da gravidade do caso e da falta de novidades, restou à família acionar a justiça que determinou a locação imediata do pequeno em uma unidade hospitalar.

A mãe da criança, Carolina Maia de Oliveira, disse que os problemas começaram quando o filho levou um tombo. Depois de três dias, ele teve crise de vômito e desmaio. Foi levado à Upa Coronel Antonino e após quatro dias de sofrimento foi levado para o Hospital Regional.

No HR, conta a mãe, o menino passou por exames e os médicos disseram não haver problema nenhum. No entanto, o exame de eletroencéfalograma não havia ficado pronto. O hospital ainda marcou consulta para o dia 21 de janeiro, mesmo sabendo que o caso inspirava cuidados, diz a mulher.

De volta para casa, no dia 10 deste mês, a cabeça do garoto inchou e  novamente foi levado ao Upa Coronel. Uma médica teria receitado antibióticos para o menino, mas no dia seguinte a cabeça dele estava maior e mais inchada.

No dia seguinte, 11, a família e o menino voltaram à UPA da região norte da cidade. Daquele dia até esta sexta-feira (14), o pequeno reclamava de dores e esperava por transferência para que fosse atendido por um especialista, no caso, um neurologista.

Porém, a vaga só foi aberta para o menino no início da noite de sexta-feira (14), apesar do laudo de um médico dizer que ele corria ''risco iminente de vida''. Ele e a mãe seguiram para a Santa Casa de Campo Grande.

Carolina lamentou a situação e não consegue entender por qual motivo há tanta demora em transferir a criança para um hospital, sendo que os pequenos e idosos são prioridade nas vagas. Ela ainda reclama que outras crianças já foram transferidas, mas o filho não.