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Campo Grande

há 1 mês

Mesmo com prejuízos, população apoia a greve: "se trabalhou, tem que receber" (vídeo)

Falta de repasses da prefeitura motivou mobilização dos trabalhadores

A greve dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande, iniciada na manhã desta segunda-feira (15), afetou cerca de 100 mil usuários, principalmente aqueles que precisam se locomover para o trabalho. 

Muitos campo-grandenses recorreram aos carros e motocicletas de aplicativo, que aumentaram os preços devido à alta demanda. Mesmo assim, a maioria da população apoia a paralisação. 

“Não tenho carro, vim de aplicativo e paguei R$ 40. Ainda não sei como farei para voltar, não tenho dinheiro para ir e vir de carro. Mas também não é justo os motoristas trabalharem e não receber, fora as ‘buchas’ que eles têm que aguentar todos os dias, não é fácil para ninguém. Estamos prejudicados? Sim, mas eles estão muito mais. Eu apoio a paralisação, se trabalhou, tem que receber”, comentou uma mulher a reportagem. 

“Vim de moto de aplicativo. Tomara que normalize logo, poque ninguém aguenta receber o salário para gastar assim. Geralmente é R$ 20 reais, hoje estava R$ 30, 40… tive que esperar baixar bastante o preço”, disse outra trabalhadora. 

“Paguei R$ 35, geralmente o preço é R$ 15 ou 20; para voltar eu vou de carona, ninguém aguenta esses preços”, comentou uma terceira.

A greve foi motivada pela falta de pagamento dos motoristas e a decisão de parar foi tomada durante assembleia, realizada na quinta-feira (11), entre o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano) e os trabalhadores.

O sindicato detalhou que a paralisação foi motivada pela falta de pagamento do vale de novembro, do décimo terceiro e do salário dos motoristas. Após optarem pela greve, foi feito o pagamento de 50% do valor aos funcionários. No entanto, a decisão se manteve já que a opção era receber tudo ou parar totalmente caso apenas parte dos débitos fossem pagos.

A empresa responsável pelo transporte coletivo em Campo Grande alega que o déficit nas contas tem sido gerado pelos atrasos nos repasses da Prefeitura da Capital, que devia mais de R$ 370 milhões para as empresas, segundo laudo elaborado pelo IBEC (Instituto Brasileiro de Estudos Científicos) a pedido do próprio consórcio e apresentado à CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal.

 
 

 

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