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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

MPF pede novo plano de compra de leitos da Sesau para desafogar Humap

Lotação do Hospital Universitário estaria atrelado ao fato do HRMS ter se tornado referência no atendimento a pacientes da covid-19

30 setembro 2021 - 18h12Por Vinicius Costa

O Ministério Público Federal recomendou para a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), nesta quinta-feira (30), a contratação de novos leitos como forma de desafogar o sistema sobrecarregado da Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian).

Além disso, o pedido do órgão federal é a apresentação de um novo plano que contenha ações com medidas concretas, visando a ampliação da rede de urgência e emergência para que tenha o desafogamento do pronto-atendimento médico.

Segundo o MPF, o problema da superlotação que aconteceu recentemente no hospital faz parte da designação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul para ser referência no tratamento de pacientes com a covid-19, como consta no procedimento administrativo aberto neste ano.

Durante a pandemia, o hospital universitário chegou a abrir novos leitos de CTI (Centro de Terapia Intensivo), atendendo a demanda do gestor municipal. Em julho, esses leitos foram descaracterizados e o pronto atendimento voltou a atender o público adulto "não covid-19" e contava com 18 leitos.

Porém, com o passar dos meses, o HUMAP acabou encaminhando, semanalmente, muito mais pacientes do que a capacidade instalada do hospital.

De acordo com o MPF, pelo menos seis ofícios foram encaminhados pelo Hospital Universitário neste mês de setembro, relatando a preocupação com cenários parecidos com o de superlotação.

Um desses relatava que no dia 16, o PAM do hospital abrigava 61 pacientes, três vezes dos leitos disponíveis que é 18. O cenário, portanto, apontava para uma ocupação de 150% na área vermelha, 300% na triagem respiratória, 100% nas áreas amarelas e UAVC para trombólise e 1366% na área verde - este possui 3 vagas e contava com 41 pacientes.

A própria Sesau admitiu ao MPF ser “praticamente inevitável a superlotação e o respeito à capacidade instalada”.

Segundo a manifestação do MPF-MS, a secretaria de saúde possui um prazo de sete dias para informar as providências que serão tomadas a cerca da recomendação feita pelo órgão.

Sobre o assunto, a reportagem entrou em contato com a Sesau e aguarda retorno.