Três meses após a morte da pequena de uma bebê de apenas 3 meses, familiares voltaram a pedir respostas sobre as circunstâncias que levaram à morte da bebê em Campo Grande. A criança morreu no dia 25 de junho, depois de permanecer internada em estado gravíssimo no Hospital Regional.
Uma familiar da mãe de neném, que preferiu não se identificar, procurou o TopMídiaNews para dizer que a família teme que o caso caia no esquecimento e cobra agilidade das autoridades sobre a situação dos pais que estão soltos.
“Nós familiares queremos apenas que a Justiça seja feita e que o caso ande logo. Não queremos que essa história seja arquivada futuramente e caia no esquecimento”, afirmou a parente a reportagem.
Segundo a familiar, os pais da menina estão atualmente em liberdade, utilizando tornozeleiras eletrônicas, e teriam voltado a morar juntos na casa do avô paterno da bebê. Ela também questiona se haveria alguma restrição judicial para que o casal permanecesse na mesma residência.
“Estamos indignados por eles estarem juntos novamente. O nosso medo é que tudo isso fique por isso mesmo”, disse.
A familiar também afirma que parentes próximos de vítima ainda não teriam sido chamados para prestar depoimento sobre o caso.
“Ninguém da família foi chamado para depor até agora. Queremos respostas, queremos saber o que realmente aconteceu”, afirmou.
Família questiona lesões
A bebê foi levada ao Hospital Regional no dia 19 de junho, inicialmente com um quadro de parada cardiorrespiratória relacionado à suspeita de broncoaspiração durante a amamentação. Durante os atendimentos, no entanto, profissionais de saúde identificaram diversas lesões pelo corpo da criança.
Conforme noticiado pelo TopMídiaNew, foram constatadas equimoses e hematomas na região glútea, lesões na região do tórax e marcas nos membros inferiores. Exames de imagem também apontaram fraturas nas costelas. Os pais apresentaram versões que, naquele momento, foram consideradas incompatíveis com o conjunto das lesões identificadas.
“Falaram em broncoaspiração, mas e os roxos que ela estava? E a costela quebrada? Essas marcas surgiram de onde? É isso que queremos saber”, questionou.
A parente da bebê afirma que a avó materna sofre com a perda da neta e entrou em depressão desde a morte.
“Não podemos permitir que o caso dela caia no esquecimento, vire estatística ou seja arquivado numa gaveta do sistema de Justiça”, declarou a familiar.
Os parentes pedem a polícia, transparência no andamento da investigação e esclarecimentos sobre todas as circunstâncias envolvendo a morte.
“Não vamos descansar até que a verdade apareça. Queremos saber o que aconteceu com ela e queremos Justiça”, reforçou.
Relembre o caso
A vítima deu entrada no Hospital Regional no dia 19 de junho, em estado grave. Os pais, então com 18 e 20 anos, foram presos suspeitos de maus-tratos depois que os profissionais de saúde encontraram diversas lesões na criança.
Na ocasião, o pai relatou que assistia a uma partida de futebol com a filha no colo quando percebeu que ela teria ficado “mole”. Já a mãe afirmou ter percebido marcas no corpo da menina anteriormente, mas disse que não teria conseguido procurar atendimento por falta de transporte.
A bebê permaneceu internada em estado gravíssimo até morrer no dia 25 de junho.
Após a morte, a investigação avançou para apuração de homicídio. Em julho, decisão judicial encaminhou o caso para a Vara do Tribunal do Júri, após indiciamento dos pais por homicídio doloso qualificado. Os dois negaram agressões contra a criança.
Posteriormente, documentos relacionados ao processo indicaram que a broncoaspiração constava como causa da morte e a defesa buscou a revogação da prisão preventiva do casal.
A família afirma que quer acompanhar os próximos passos do processo e cobra explicações principalmente sobre a origem das lesões encontradas em nela.
“Uma vida que mal começou foi interrompida. O que queremos é que tudo seja esclarecido e que ninguém esqueça da nossa bebê”, finalizou a familiar.








