A Prefeitura de Campo Grande prorrogou por mais 180 dias o prazo para execução de duas obras de infraestrutura que enfrentam atrasos na Capital. Com os novos aditivos, os serviços do Corredor Sudoeste de Transporte Público, na Avenida Marechal Deodoro, e de pavimentação do Bosque das Araras têm conclusão prevista para fevereiro de 2027.
O corredor exclusivo de transporte público, que liga os terminais Aero Rancho e Bandeirantes, teve o prazo estendido de 24 de agosto de 2026 para 19 de fevereiro de 2027. O contrato é executado pela Engevil Engenharia Ltda.
Além do novo prazo, o valor do contrato aumentou em R$ 100.559,27. O montante passou de R$ 9,638 milhões para R$ 9,738 milhões.
Segundo o termo aditivo publicado pela Prefeitura, houve um acréscimo de R$ 1,292 milhão em itens do contrato e uma supressão de R$ 1,191 milhão em outros serviços, resultando no aumento líquido de R$ 100.559,27.
A obra prevê a implantação de um corredor exclusivo para o transporte coletivo na Avenida Marechal Deodoro, nos dois sentidos, entre os terminais Aero Rancho e Bandeirantes.
O empreendimento já acumula histórico de atrasos e problemas. Em maio, o TopMídiaNews mostrou que obras relacionadas ao sistema de transporte na região da Avenida Gunter Hans estavam paradas havia anos e eram alvo de críticas por causa dos transtornos provocados aos motoristas. Na ocasião, vereadores também cobraram explicações da Prefeitura.
Bosque das Araras
No Bosque das Araras, a Prefeitura também concedeu mais 180 dias para a conclusão da pavimentação asfáltica e da drenagem de águas pluviais da etapa A do bairro. O contrato com a DMP Construções Ltda. tinha prazo de execução até agosto deste ano. Com o aditivo, o período foi estendido de 28 de agosto de 2026 para 23 de fevereiro de 2027.
Diferentemente do corredor da Marechal Deodoro, o termo aditivo do Bosque das Araras trata apenas da prorrogação do prazo, sem alteração do valor indicada no documento.
A obra havia sido contratada por cerca de R$ 4,78 milhões e prevê a pavimentação e drenagem de dez ruas. A DMP assumiu o serviço depois que a empresa anterior abandonou a obra.
A situação já provocou reclamações de moradores. Em julho, moradores relataram que os trabalhos estavam parados e que ruas haviam sido abertas para a execução da drenagem, mas permaneciam sem pavimentação, com aterros e dificuldade de acesso. Também houve relatos de trabalhadores sem receber salários e de interrupção dos serviços.
Outra reclamação registrada pelo TopMídiaNews envolve a Rua Victor Hugo Arruda Figueira, onde moradores afirmaram que a precariedade da via provocava danos em veículos, como pneus furados e rodas quebradas.
Com os novos aditivos, as duas obras têm agora fevereiro de 2027 como novo horizonte de conclusão. O prazo, porém, ainda poderá ser alterado caso novos termos sejam firmados durante a execução dos contratos.









