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Cidades

há 58 minutos

Padrasto orientava mãe por zap sobre como torturar bebê com água quente

Mensagens interceptadas pela Polícia Civil mostram que padrasto dizia para mãe da vítima realizar afogamentos com intervalos de 5 minutos

Mensagens interceptadas pela Polícia Civil mostram que o casal Thiago Willians Gutian Leal e Ana Julia de Carvalho Neves, presos temporariamente por tortura a uma criança de um ano, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, trocavam mensagens sobre os episódios violentos contra o menino. Em uma das conversas, Leal orienta Ana a afogar o próprio filho dela, em uma bacia com água quente, em um intervalo de cinco minutos.

O casal está preso, desde segunda-feira (31/8), por tortura e tentativa de homicídio a um menino de 1 ano de idade. A vítima é filho de Ana. As investigações sobre o caso começaram em junho. À época, o menino deu entrada no hospital com ferimentos supostamente causados por queda. A criança teve traumatismo craniano. Naquela ocasião, Ana e Leal, padrasto do menino, alegaram que a criança caiu da cama. Exames constataram outras lesões pelo corpo do menino, que ficou internado por um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da região.

A Justiça decretou as prisões temporárias de Ana e Leal. O casal foi preso por policiais da Delegacia Central de São João da Boa Vista. A Justiça também decretou o cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão contra o casal. A polícia localizou medicamentos controlados, colher de madeira, máquina de choque e uma arma falsa, além de algema, celulares e bacia plástica.

Segundo a polícia, Leal é segurança particular. Em mensagens enviadas a companheira Ana, mãe do menino, o homem orientou que ela afogasse a criança em uma bacia com água quente. Os atos, conforme levantado pela polícia, deveriam ocorrer em um intervalo de cinco minutos e de maneira contínua.

As conversas entre o casal, que tem uma diferença de 13 anos de idade, também abrangia outras formas de torturar o menino. Entre elas, a de ministrar sedativos tarja preta para que o garoto dormisse rapidamente e obrigá-lo a caminhar exaustivamente dentro do imóvel do casal.

A investigação também apurou que o casal sufocava o menino quando ele chorava, o trancava nu dentro do banheiro e o castigava com golpes na sola dos pés e nádegas utilizando uma colher de madeira.

O delegado Fabiano Antunes de Almeida, responsável pelo caso, afirmou que a investigação segue em andamento para apurar e individualizar a conduta do casal. Apesar da longa trajetória na Polícia Civil, o delegado se espantou com a violência e perversidade do caso. “Não é fácil isso”, disse.

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