A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), não compareceu ao protesto de moradores do Jardim São Conrado, realizado nesta segunda-feira (19). A comunidade cobrou a presença da chefe do Executivo e criticou o planejamento das obras de pavimentação, alegando que trechos mais afetados pela falta de infraestrutura não estariam entre as prioridades do projeto.
Na sexta-feira (16), a Prefeitura havia informado que a assinatura da Ordem de Serviço para obras de asfalto e drenagem no bairro, prevista para acontecer hoje, seria reagendada devido às condições climáticas desfavoráveis. Não dando previsão de quando seria realizada a solenidade.
A manifestação ocorreu no cruzamento das ruas Pampulha e Internacional. Os moradores defendem que as obras comecem pelas partes mais baixas do bairro, onde, segundo eles, a falta de pavimentação e os problemas de drenagem dificultam a circulação, principalmente em dias de chuva.
Entre as vias apontadas como prioritárias pelos manifestantes estão as ruas Major José Pinto, Pampulha, Ouro Preto e Livino Godoi. Além da lama e do acúmulo de água, eles também relataram problemas com esgoto a céu aberto, mau cheiro e descarte de lixo.
Obras previstas
O primeiro pacote anunciado pela prefeitura prevê investimento de R$ 13,4 milhões e contempla 13 vias: ruas Antônio Ignácio de Souza, Internacional, Vitória Zardo, Jandaia do Sul, Livino Godoy, Major José Pinto, Ouro Preto, Pedra Negra, Planaltina e Sargento Jonas Sérgio de Oliveira, além das travessas A, Doutor Torres e Major Gama.
A empresa Mobicon Construtora Ltda. ficará responsável pelos serviços, com prazo de até 270 dias a partir do recebimento da ordem de execução.
A administração municipal também prevê uma segunda etapa de obras no bairro, com investimento de R$ 9,9 milhões. O processo ainda está em trâmites administrativos para emissão da ordem de serviço.
Somados, os investimentos anunciados para o Jardim São Conrado chegam a R$ 23,4 milhões. Os moradores, porém, cobram esclarecimentos sobre a escolha das ruas contempladas e pedem que os trechos com maiores problemas de infraestrutura sejam priorizados.
A reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o assunto, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.









