Alexandre Motta do Prado, de 56 anos, professor de Educação Física da Escola Estadual Joaquim Murtinho morto em um acidente na BR-060 nesta quarta-feira (14), havia sido denunciado dias antes por comentários xenofóbicos feitos em um grupo de WhatsApp.
Prints obtidos pela reportagem mostram mensagens de Alexandre com referências ofensivas a nordestinos. Em uma delas, após uma publicação sobre o Dia do Nordestino, ele ainda comentou “comedor de calango com cacto”.
Em outra conversa, após o compartilhamento de uma imagem sobre o resultado eleitoral no País, Alexandre afirmou que “o Nordeste é bom lugar para testar a 1ª bomba nuclear brasileira”.
Em outro trecho do grupo, o professor ainda ofendeu dizendo: “Tem que comer calango com cacto mesmo”.
Um dos participantes chegou a responder que o conteúdo poderia configurar crime.
As mensagens circularam entre integrantes do grupo e motivaram acusações de xenofobia contra o professor poucos dias antes de sua morte.
Assim que souberam da morte alunos que não tinham muito apreço pelo professor comentaram sobre a morte. “Que piada, um dia desejando a morte dos nordestinos, no outro ele que morre”, disse um estudante na rede social.
Acidente na BR-060
Alexandre morreu na madrugada desta quarta-feira (14), após o Honda HR-V que dirigia se envolver em uma colisão com um caminhão na BR-060, entre Campo Grande e Sidrolândia.
O acidente aconteceu por volta da 1h, no km 370,5. Conforme o boletim de ocorrência, o caminhoneiro relatou que seguia de Campo Grande em direção a Jardim e Bonito quando o HR-V, que trafegava no sentido contrário, desviou para a esquerda e invadiu a faixa do caminhão.
O motorista ainda tentou evitar a batida, jogando o veículo para o acostamento, mas não conseguiu. Com o impacto, o carro capotou e ficou destruído.
Alexandre foi encontrado morto próximo ao veículo. A perícia apontou que o ponto de colisão estava na pista utilizada pelo caminhão, informação compatível com o relato do motorista.








