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Campo Grande

28/09/2017 19:00

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Promotor do 'xô feitiçaria' volta a dar palestras em escolas e pais recebem bilhete 'intimidador'

Segundo comunicação levada pelas crianças quem não for terá que "prestar contas"

Pais e responsáveis da Escola Municipal Nagib Raslan, que fica no Jardim Petrópolis, em Campo Grande, Capital receberam uma comunicação por bilhete  para comparecerem a uma palestra que seria proferida pelo promotor Sergio Harfouche e pela 27ª Promotoria, Cepeve e Semed (Secretaria Municipal de Educação).

Seria uma atitude normal, se não fosse o tom ameaçador do bilhete que alerta que em caso de “não comparecimento implicará em encaminhamento para o respectivo órgão citado”, sem dizer se seria a Semed ou a Promotoria.

A mãe de um menino que estuda na pré-escola revoltou-se com o tom ameaçador. “Eu não posso ir, esse horário ainda estamos trabalhando e ele fica com a babá, nos deram ordem para mandar a babá ir. É um absurdo, ainda mais sabendo o que a palestra dele fala, que é sobre a religião dele”, contou a mãe.

Ela prefere não ser identificada, porém enviou foto do bilhete. Veja:

“Xô feitiçaria”

Sobre a palestra do promotor, a mãe lembrou da polêmica causada neste ano com pais e alunos da Rede Municipal de Ensino de Dourados, que, sob pena de multa de R$ 18 mil, foram ouvir palestra do promotor Sérgio Harfouche. Ele, que fez praticamente uma pregação, com direito a ‘xô feitiçaria’. 

Milhares de pessoas compareceram, mas muitas não conseguiram nem entrar, porque faltou espaço lá dentro. Com medo de sofrer uma punição, pessoas do lado de fora assinaram uma lista de presença, e só depois foram dispensadas para ir para casa.

Na ocasião, segundo os bilhetes enviados aos pais e responsáveis o objetivo da convocação era "tratar de assuntos relacionados à educação do seu filho" e à implantação de um programa de prevenção contra a evasão e a violência escolar. A convocação diz que "a presença dos pais ou responsáveis é obrigatória". "Em caso de falta", pais ou responsáveis teriam de apresentar justificativa à direção ou coordenação da escola. Senão, multa de até 20 salários mínimos, cerca de R$ 18 mil. E ainda o risco de ser processado pelo crime de "abandono intelectual".

A reportagem entrou em contato com a Semed, que informou que "houve um equívoco da direção na forma de se expressar no bilhete e ressalta que não haverá qualquer tipo de penalidade ou convocação aos pais que não puderem comparecer na reunião logo mais à noite na escola Nagib Raslan". Segundo a assessoria a informação será reforçada logo na abertura da reunião pela equipe da Semed, que estará no evento. 

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