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domingo, 22 de maio de 2022 Campo Grande/MS
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Campo Grande

Recém-nascida que perdeu a mãe em MS já tem possíveis novos 'pais' e mobiliza onda de amor

O juízo Maurício Cleber Miglioranzi Santos está recebendo as solicitações e avaliando os candidatos que buscam pela criança

13 maio 2022 - 19h00Por Nathalia Pelzl

Uma onda de empatia e acolhimento está mobilizando Mato Grosso do Sul e outros estados para encontrar um lar para Maria*, recém-nascida internada no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande. 

A mãe da bebê morreu dias após o parto, em Corumbá. O juízo da comarca, Maurício Cleber Miglioranzi Santos está recebendo as solicitações e avaliando os candidatos que buscam pela criança. 

“Recebemos inúmeras ligações no telefone da CIJ e da Vara da Infância de Corumbá, além de mais de 700 e-mails oriundos de pessoas do Brasil e até de fora interessados na história da pequena "Maria". Para todos esses apresentamos os detalhes do quadro de saúde dela e, seguindo as normas do CNJ e regras do SNA, estamos esgotando todas as possibilidades de pretendentes que porventura estejam cadastrados no sistema e estejam aptos para adotarem, de acordo com o perfil da criança, e estamos criando um banco de dados com os possíveis candidatos que afirmaram sua intenção, mesmo que ainda não estejam habilitados”, detalhou ao TopMídiaNews

Segundo ele, a resposta da sociedade foi praticamente imediata sobre a adoção da pequena

“Sentimos uma alegria imensa em poder atender toda essa procura e, para aqueles que se mostraram dispostos, orientamos para que façam o caminho para habilitação para adoção, independente do caso da pequena "Maria"”, pontuou.

No mês em que se comemora o Dia Nacional da Adoção, 25 de maio, Maurício chama atenção para as outras crianças que estão à espera de um lar. 

“Da mesma forma que precisamos de pessoas que aceitem formar família com ela, gostaríamos de chamar a atenção para as mais de 71 crianças com mais de 6 anos e, em alguns casos, em grupo de irmãos, que não tem a mesma "sorte" de procura, que estão em abrigos aqui do Mato Grosso do Sul.  No caso da "Maria", queremos agradecer, também, aos profissionais do hospital, que não medem esforços em atendê-la no tocante às necessidades médicas e de carinho, pois sabemos quão árduo é o trabalho de médicos, enfermeiro e técnicos no cuidado por nossos pequenos”, complementou. 

O prazo para conclusão da adoção é o descrito no ECA, ou seja, 120 dias no máximo, sendo que, no caso em tela, os pretendentes que porventura venham ingressar com o processo, terão a guarda provisória para fins de adoção concedida imediatamente, até a conclusão do processo, o que, dadas as características, não deve demorar.

Atualmente em Mato Grosso do Sul, conforme o registro do SNA, 87 crianças aguardam adoção, sendo que, 28 já estão vinculadas a possíveis pretendentes.