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Investigação

há 1 semana

Sesau diz não ter sido notificada, mas promete apurar denúncia de assédio na UPA Santa Mônica

Ministério Público apura suposta omissão de vigilante e comportamento inadequado de médico durante atendimentos

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informa que não há registro de denúncia de paciente nem notificação formal do Ministério Público sobre o caso de importunação sexual ocorrido na UPA Santa Mônica, em Campo Grande. Ainda assim, a pasta afirma que vai apurar os fatos que envolve um médico por suspeita de assédio e importunação sexual, na unidade de saúde.

O caso foi noticiado após o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurar inquérito policial para apurar denúncia de importunação sexual, omissão de vigilante e conduta inadequada de um médico da unidade. A apuração começou a partir de manifestação encaminhada à Ouvidoria do órgão.

Segundo o relato da vítima, um homem teria entrado na unidade de saúde na noite do dia 7 de janeiro e praticado ato obsceno ao se masturbar na frente de mulheres que aguardavam atendimento. A denúncia aponta ainda que o vigilante da UPA estaria dormindo no momento do ocorrido e não teria tomado providências após ser informado sobre a situação.

Ainda conforme a manifestação, após o episódio no saguão, as pacientes passaram por atendimento médico e relataram conduta inadequada por parte do profissional. O documento descreve que o servidor teria feito comentários de cunho sexual e utilizado frases de duplo sentido durante as consultas.

O relato também aponta que, ao tomar conhecimento do ato obsceno praticado anteriormente, o médico teria minimizado a conduta do autor, associando o fato à aparência de uma das pacientes.

Diante da denúncia, a 16ª Promotoria de Justiça de Campo Grande determinou a instauração do inquérito policial e encaminhou cópia dos autos ao CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul), para apuração de eventual infração ética profissional.

Em nota, a Sesau reforçou que não foi oficialmente notificada sobre o caso, mas que irá apurar os fatos. “A Secretaria repudia veementemente qualquer tipo de importunação ou assédio de cunho sexual”, informou a pasta.

A reportagem também entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul e aguarda retorno sobre a denúncia.

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