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Campo Grande

há 3 semanas

Paciente denuncia médico por importunação sexual na UPA Santa Mônica

Caso começou com um paciente em ato obsceno, escalou para a participação do médico e omissão da GCM, segundo a denúncia

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou inquérito policial para apurar denúncia de importunação sexual, omissão de vigilante e conduta inadequada de médico, ocorrida na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Mônica, em Campo Grande.

A apuração começou a partir de manifestação da vítima encaminhada à Ouvidoria do órgão. De acordo com o relato, um homem teria entrado na unidade de saúde e praticado ato obsceno ao se masturbar na frente de mulheres que aguardavam atendimento, na noite do dia 7 de janeiro.

A denúncia informa que o vigilante da UPA estava dormindo no momento do ocorrido e não teria tomado nenhuma providência após ser informado sobre o caso.

Ainda conforme a manifestação, após o ocorrido no saguão, as pacientes passaram por atendimento médico e relataram conduta inadequada por parte do servidor.

O documento descreve que o profissional teria feito comentários de cunho sexual e frases de duplo sentido durante as consultas. O relato também aponta que, ao tomar conhecimento do ato obsceno praticado anteriormente, o médico teria feito comentário minimizando a conduta do autor, associando o fato à aparência de uma das pacientes.

Com a denúncia feita pela vítima, a 16ª Promotoria de Justiça de Campo Grande determinou a instauração do inquérito. O Ministério Público também encaminhou cópia dos autos ao CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul), para apuração de eventual infração ética profissional.

O MPMS informou que o caso seguirá sob apuração e que as providências adotadas foram comunicadas à Ouvidoria. Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que não recebeu a denúncia do paciente ou notificação do Ministério Público sobre o caso citado. "Ainda assim, a pasta irá apurar os fatos e repudia veementemente qualquer tipo de importunação ou assédio de cunho sexual", destaca.

A reportagem entrou em contato também com o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul e aguarda retorno sobre a denúncia.

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