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Campo Grande

Sindicato dos Médicos acusa prefeitura de divulgar escala de plantão mentirosa

A nota faz referência à escala divulgada diariamente pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, no site da prefeitura

21 março 2017 - 15h10Por Diana Christie

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul emitiu, nesta terça-feira (21), uma nota de repúdio contra “as ilusórias notícias que vêm sendo divulgadas a respeito da situação da saúde pública em Campo Grande”. Ele acusa a prefeitura de divulgar escala de plantão falsa e desvalorizar os profissionais da saúde.

“Escalas médicas são divulgadas pela Secretaria de Saúde, porém não condizem com a realidade, os números não coincidem com o déficit de mais de 500 médicos, o que impossibilita o atendimento nas unidades”, destaca.

A nota faz referência à escala divulgada diariamente pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, no site da prefeitura. Para hoje, por exemplo, estão previstos de dois a 11 médicos em cada unidade, mas o atendimento é realizado por um, no máximo, três profissionais por turno. É o que foi denunciado ontem pelo TopMídiaNews (leia aqui). Pediatras estão previstos apenas nas Upas (Unidades de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, Universitário e Coronel Antonino. Confira:


Sem condições

Segundo o sindicato, o município tenta ‘maquiar’ o atendimento nos postos. “Faltam médicos, não há previsão de mais contratações e concurso público, a precariedade nas unidades de saúde, a baixa remuneração e outras adversidades têm contribuído para que os profissionais afastem-se do serviço público”.

Entre os fatores que afastam os profissionais do serviço público estão os baixos salários pagos pelo município.  Conforme a nota, os médicos da prefeitura recebem remuneração-base de R$ 2.516,72, que não é reajustada há mais de três anos, além de trabalhar em condições precárias, com falta de equipamentos e remédios.

“Em recente publicação, a Secretaria de Saúde afirmou que 75% do estoque de medicamentos foi regularizado, porém a realidade é outra, as prateleiras continuam vazias e os principais remédios em falta”, diz o sindicato, em contestação ao que foi anunciado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) na semana passada.

“A população tem de saber que os médicos cumprem sua obrigação, mas infelizmente a falta de medicamentos, infraestrutura nos hospitais e postos de saúde, bem como a falta de uma boa gestão, impedem a obtenção de melhores resultados”, finaliza o sindicato.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de Campo Grande ainda não se pronunciou sobre o assunto.