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sábado, 28 de maio de 2022 Campo Grande/MS
CÂMARA MUNICIPAL MAIO 2/3 ANO
Campo Grande

ONG da Capital ajuda venezuelanos e acredita que união e bom coração podem salvar o mundo

Com projetos espalhados em vários países, voluntários e ‘padrinhos’ unem forças para ajudar pessoas mais pobres

02 setembro 2018 - 09h30Por Anna Gomes

Ajudando pessoas pelo mundo afora, agora a ONG (Organização Não Governamental) Fraternidade sem Fronteiras também está se solidarizando aos venezuelanos que chegam ao Brasil. Com projetos espalhados em vários países, voluntários e ‘padrinhos’ unem forças para ajudar pessoas mais pobres.

Em Roraima, o primeiro centro de acolhimento da FSF no Brasil recebe venezuelanos imigrantes que atravessam a fronteira em busca de uma chance. 100 famílias recebem moradia, alimentação, cuidados com a saúde e orientação para o trabalho.

Um sistema online no site que cadastra currículos e dados dos imigrantes foi criado para ajudar aqueles que estão à procura de trabalho, e assim conquistem autonomia para seguir adiante. Alguns deles são encaminhados para empregos em Mato Grosso do Sul.

A ONG

Fundada em Campo Grande no ano de 2009, a ONG desenvolve projetos humanitários no Brasil e na África Subsaariana, considerada a região mais pobre do mundo.

O trabalho começou em Moçambique, onde, hoje, existem 24 centros de acolhimento. Em fevereiro de 2017, iniciou a ajuda humanitária em Madagascar, mais especialmente na cidade Ambovombe, no sul da ilha – que sofre com a fome e sede.

Em Ambovombe, a água potável é vendida e, sem dinheiro, as famílias bebem água suja e só tomam banho quando chove. Foram acolhidas aproximadamente três mil crianças e mães em duas unidades da FSF, onde recebem alimentação, água limpa para beber, escovar os dentes, tomar banho e lavar as roupas. 

No Brasil, a FSF abraçou a causa pelo tratamento de crianças com microcefalia, no Nordeste, em apoio ao trabalho do Instituto de Pesquisa Professor João Amorim Neto – IPESQ, em Campina Grande, na Paraíba. As pesquisas provam que quanto mais cedo as crianças recebem o tratamento intensivo adequado, maior a chance de vencer as sequelas.

Em Campo Grande, a ONG atua através da Orquestra Filarmônica Jovem Emmanuel, que leva oportunidade do estudo da música, como incentivo à autoestima e disciplina. Em diferentes locais da cidade, os alunos recebem a instrução, e o contato com a música inspirando novos sonhos e escolhas de vida.