Bravos, alguns campo-grandenses ficaram horas esperando pelos ônibus nos pontos da Capital. Precisando ir para o serviço, alguns alegaram ter sido pegos ‘de surpresa’ pela greve anunciada há dias pelo STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande).
O TopMídiaNews amanheceu nas ruas de Campo Grande, flagrando várias pessoas nos pontos. Apesar de falar com a reportagem pedindo para não gravar a entrevista, alguns disseram que a situação é inadmissível e culpabilizaram a prefeitura pela situação.
“Onde uma cidade como Campo Grande chega a esse ponto? Agora preciso pagar do meu bolso um carro de aplicativo, sem contar os valores absurdos que estão cobrando para trechos curtos. Não pode nem ser pobre nessa cidade”, comentou um rapaz que ficou mais de 1h no ponto de ônibus do bairro Moreninhas.
Outros trabalhadores se encontraram na mesma situação na Avenida Mascarenhas de Morais, Gunter Hans e em diversas regiões de Campo Grande.
Greve
Os terminais de ônibus amanheceram vazios por conta da greve de motoristas na manhã desta segunda-feira (15). A paralisação ocorre após o Consórcio Guaicurus informar ao STTCU que não possui condições financeiras de efetuar os pagamentos, alegando falta de repasses por parte da Prefeitura de Campo Grande.
De acordo com o presidente do sindicato, Demétrio Freitas, a decisão foi praticamente unânime entre os trabalhadores.
Segundo o sindicato, o salário de dezembro está atrasado há seis dias, o vale do dia 20 de novembro não foi pago e a categoria também não conseguiu usufruir da primeira parcela do 13º salário, que deveria ter sido depositada dentro do prazo legal. Além disso, a segunda parcela do décimo terceiro tem vencimento até o dia 20 de dezembro, o que agrava ainda mais a situação financeira dos trabalhadores.
O STTCU reforça que a greve é resultado do descumprimento de obrigações trabalhistas e que a responsabilidade pelo impacto à população é do poder público e do consórcio.







