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Cidade Morena

EITA: opção contra a carne 'caríssima', frango e suínos devem subir também

Lei da oferta e da procura é que regula o mercado, dizem pesquisadores

29 novembro 2019 - 07h00Por Thiago de Souza

Toda vez que a carne bovina sobe, o frango e O porco são as primeiras opções para não faltar proteína no prato do consumidor. Mas a notícia não é nada animadora e o preço das aves e dos suínos já teve alta de 10 a 20%. E pode subir mais.

Os dados são da Associação Paulista de Supermercados, que servem de referência para demais praças do país. O vice-presidente da Apas, Erlon Godoy Ortega, destaca que a demanda por frango e porco cresceu e por isso os preços também.

Ainda segundo Ortega, alguns estabelecimentos conseguiram segurar os preços até agora, mas com os novos estoques, os valores devem vir maiores.

Conforme o Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada, da USP, em julho deste ano, o quilo de frango resfriado custava R$ 4,7. Até o dia 27 deste mês, o mesmo produto era negociado a R$ 5,24 no atacado paulista.

O dirigente destacou, por exemplo, que o quilo de filé de frango pode ser encontrado a R$ 12 nos supermercados, enquanto o contrafilé bovino, que custava cerca de R$ 29,00 há um mês, está sendo vendido atualmente a uma média de R$ 45,00.

Frango e suínos acompanharam a alta da carne bovina. (Foto: Jonas Ramos - RBS)

Em relação à carne suína, Erlon explicou que a proximidade dos festejos de natal e ano novo devem jogar o preço da proteína para cima. Os preços da proteína estavam em queda até setembro, mas tiveram alta desde então. O valor recebido pelo produtor, por quilo, saiu de R$ 4,40 no Rio Grande do Sul, em setembro, e hoje está em R$ 5,03.

'Artigo de luxo'

Conforme mostrado pelo TopMídiaNews no dia 26 de novembro, campo-grandenses estão repensando aquele churrasco com a família no final de semana. Foi apurado que, cortes como patinho, coxão mole, coxão duro e contrafilé custavam entre R$ 15 e R$ 22 o quilo, mas agora podem ser encontrados até a R$ 33 o quilo, em alguns bairros de Campo Grande.

A jornalista Rayani Santa Cruz, 32 anos, contou que tomou um susto ao ir ao mercado no último final de semana. Ela tem o costume de comprar coxão mole, mas diante do preço vai buscar alternativas.

Explicação

O maior motivo da alta da carne bovina é o aumento das importações feitas pela China, que se deveu à morte de milhões de suínos por doença. Com isso, o produto fica mais escasso no mercado brasileiro e, devido a lei da oferta e da procura, sofre alta.

A previsão é que o preço se mantenha alto nos próximos meses, já que não é da noite para o dia que a oferta de boi gordo no mercado acontece.