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sábado, 25 de setembro de 2021 Campo Grande/MS
Campo Grande

Presença de psicólogos nas escolas de Campo Grande é defendida em momento pandêmico

Inserção de profissional, assim como assistentes sociais, passou novamente a ser alvo de discussão após período pandêmico e problemas desencadeados pelo vírus

24 julho 2021 - 18h10Por Vinicius Costa

O ensino escolar passa por um momento turbulento com a presença da pandemia do coronavírus impossibilitando as aulas presenciais. Agora, com retorno marcado e novos desafios, as escolas de Campo Grande vão encarar um novo cenário, mas contam com um suporte muito grande para que os psicólogos participem dessa 'volta às aulas'.

A presença dos profissionais passou a ser muito defendida de vários lados, tanto que passou a ser pauta na Câmara dos Vereadores em um debate com a Semed (Secretaria Municipal de Educação) e outras entidades, como o Conselho Regional de Psicologia.

Assim, tendo uma representatividade muito grande, Marilene Kovalski, Conselheira Presidente do Conselho, defende a presença do psicólogo nas escolas e garante que o profissional inserido nas unidades escolares passa a ser fundamental e imprescindível.

"O Conselho vê a presença da psicologia na educação como fundamental e imprescindível. Ela sempre se fez presente na contribuição teórica aos educadores. Nas escolas particulares os psicólogos já atuam há muitos anos", diz Marilene.

No mês passado, o vereador Betinho (Republicanos) fez questão de usar seu espaço na Câmara Municipal para defender a presença de assistentes sociais e psicólogos nas escolas de Campo Grande.

"A educação como um todo, professores e alunos, precisam de uma atenção especial. É nesse sentido que temos proposto esses debates neste ano, e com certeza este foi mais um passo para continuarmos a lutar contra a desigualdade social em nossa Capital", disse o vereador na época.

Kovalski, em entrevista para o TopMídiaNews, foi novamente enfática ao dizer que o conselho tem buscado maneiras de implementar a Lei 13.935/19, que tem como objetivo a inserção de um psicólogo e assistentes sociais nas redes públicas de ensino. "Defendemos essa presença em cada unidade escolar,  para que possa avaliar no contexto escolar as dificuldades e os atores envolvidos, e orienta-los. A atuação na escola, não é clínica".

A conselheira e também psicóloga esclarece que poderia haver uma sobrecarga na mente dos alunos com esse retorno das aulas, após um período muito diferente do que eles eram habituados. Por isso, até cita que uma "união entre educadores, equipe multiprofissional e a família podem contribuir na elaboração de projeto pedagógicos e sociais para o desenvolvimento integral dos alunos, para além da aprendizagem".

Marilene Kovalski ainda explica o sucesso no conhecimento está na relação social e integração com a sociedade, com isso, podendo reduzir o insucesso, adoecimento, a marginalização de crianças e adolescentes. 

"Neste momento pós-covid é preciso receber essas crianças e adolescentes com uma atenção especial diante das dificuldades das aulas remotas, das restrições na socialização e do luto diante de perdas de parentes e amigos", finaliza.

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