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Técnico que chamou colega de 'resto de incêndio' se diz negro e que vítima aceitava 'brincadeira'

Ele diz não entender o que levou Caio Vinícius a denunciá-lo por injúria racial

05 junho 2020 - 13h00Por Thiago de Souza

Renatto Assis, 33 anos, técnico em administração de empresas, em Campo Grande, assume que errou ao chamar o colega, Caio Vinícius de Jesus Brito, 25 anos, que é negro, de ''resto de incêndio''. Assis se diz perplexo com a repercussão do caso, já que a ''brincadeira''  seria comum entre os dois e Caio nunca havia reclamado. 

''Tínhamos um grupo de WhatsApp... falamos de coisas "bobas"... tirávamos sarro sobre futebol, política e até de raça e cor.... Sempre "brincávamos" de chamar o outro de preto, piche, etc... E até de ‘resto de incêndio’, que foi como me referi a ele na terça feira. O Caio sempre brincou com todos e vice-versa'', justificou Renatto. 

Aliás, o suspeito de injúria racial diz ter guardado essas mensagens em um celular que está no conserto e irá mostrar à Polícia Civil. Ele se autodeclara negro, já que o pai e outros familiares são negros. 

''… não estou dizendo que é correto o que eu fiz. Racismo e injúria são crimes horríveis, têm que ser punidos sim. Não cabe mais esse tipo de comportamento nos dias de hoje. Eu só não entendo o porquê dele ter feito isso [denunciado], sendo que todos os dias nos tratávamos assim'', lamenta Assis. 

Caio denunciou Renatto por injúria racial. (Foto: Reprodução Facebook)

Renatto esclareceu que, após chamar Caio de ''resto de incêndio'', não conseguiu pedir desculpas, já que o telefone celular está na assistência técnica. 

''O único meio de falar com ele era no Facebook e ele me bloqueou. Estou triste com tudo isso porque eu tinha um carinho enorme por ele e a gente só brinca com quem a gente gosta e tem liberdade para brincar'', lamentou novamente o suspeito. 

Ainda segundo o relato, Assis diz não saber se Caio fez a denúncia por iniciativa própria ou se foi influenciado por alguém. 

''Para as pessoas que se sentiram ofendidas, pedi e estou pedindo perdão a cada uma delas. Várias vieram ao meu 'pv' [conversas privadas] me questionar e eu pedi desculpas e expliquei tudo’’, concluiu Assis. 

Injúria

Conforme noticiado pelo TopMídiaNews, Caio postou no Facebook que tinha intenção de morar no Canadá. Na sequência, Renatto perguntou: 

''O que um cidadão, com altos índices de melanina irá ''cheirar'' no Canadá'', perguntou o internauta. Brito respondeu que iria buscar uma vida melhor [que no Brasil], como ''qualquer pessoa branca faria''. 

Ainda segundo os prints da conversa, Caio ficou irritado e retrucou: ''Eu não sou você que prefere bater de casa em casa oferecendo internet''. Em seguida, o suspeito de racismo rebateu: 

''Vai lá, resto de incêndio''. 

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