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Cidades

Com prazo no fim, só 24 médicos se apresentaram para substituir 114 cubanos em MS

Mesmo com inscrições preenchidas, municípios do interior e comunidades indígenas seguem com o déficit dos profissionais de saúde

04 dezembro 2018 - 19h00Por Amanda Amaral

Somente 21% dos médicos que deveriam ocupar as vagas deixadas por cubanos no programa Mais Médicos já se apresentaram para começar a trabalhar em Mato Grosso do Sul, conforme a  Secretaria Estadual de Saúde (Ses). Isso significa que 90 vagas ainda não foram preenchidas, a dez dias do final do prazo aos médicos inscritos na reposição.

Corumbá foi o município que mais recebeu interessados efetivos, com seis médicos apresentados até o momento. Na sequência, aparecem quatro profissionais a serem distribuídos em Dseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas); e três em Tacuru.

Em outros sete municípios de MS, somente um profissional se apresentou em cada. São eles Aral Moreira, Bandeirantes, Brasilândia, Costa Rica, Jaraguari, Ribas do Rio Pardo e São Gabriel do Oeste.

A secretaria pontua que os municípios só homologam quando o profissional já está trabalhando no município, ou seja, os 24 profissionais já atuam nas localidades citadas. Entre os perfis de munícipios definidos pelo Ministério da Saúde, estão Programa Atenção Básica, áreas de extrema pobreza e os chamados Distritos Sanitários Especial Indígena.

Vagas

Os profissionais selecionados receberão salário de R$ 11.865,60 durante 36 meses, com possibilidade de prorrogação. Também será repassada uma ajuda de custo para o médico que solicitar trabalhar em um local distante, devendo o profissional anexar comprovantes de residência no local.

De início são ofertadas vagas para os médicos brasileiros com inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) ou com diploma revalidado no país.

O prazo para o profissional se apresentar às vagas remanescentes segue até o dia 14 de dezembro.

Saída de cubanos

O governo de Cuba decidiu abandonar o programa após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmando que pretende modificar a política externa de Cuba. Por regra do país, parte do salário dos médicos que atuam em outros países fica com o governo, o que, para Bolsonaro, configura trabalho escravo. 

Médicos cubanos agem dessa forma em ao menos 67 países, mas, após a declaração do presidente eleito, o governo do país determinou que seus médicos voltassem para casa.