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Cidades

Ameaças, faltas e mentiras levaram à demissão de investigador da PCMS

Só por doença mental, ex-policial ficou 346 dias afastado

20 julho 2020 - 17h19Por Vinícius Squinelo

O ex-policial civil, Thiago Henrique Vargas, demitido em 17 de julho, trabalhou muito pouco nos menos de oito anos como agente da lei. Nesse período, ele promoveu ameaças, licenças para participar de campanhas eleitorais e afastamentos para tratar depressão e bipolaridade. 

Desde que entrou na polícia, Vargas entrou de licença médicas por 13 vezes. Ele também acumulou mais de um mês de  faltas injustificadas, além dos dois afastamentos para concorrer a vereador, em 2016 e à deputado federal, em 2018. 

Tudo isso resultou em 580 dias sem ir trabalhar. Deste período, só o afastamento por insanidade mental rendeu a ele 346 dias sem trabalhar. 

Gravíssimo

Um dos fatos mais graves comprovados contra Tiago Henrique Vargas foi o episódio ocorrido na perícia médica dele, em abril e 2019. 

Neste caso, Tiago alegou que deveria ficar mais tempo afastado, diante dos problemas mentais. Ele justificou que  não saía de casa e tinha dificuldade em lidar com o público. 

No entanto, conforme apurado, o médico exibiu um vídeo que mostrava o policial em uma audiência do sindicato dos policiais civis e atestou que ele estaria apto a voltar ao trabalho, pelo menos em funções administrativas. 

Ainda no episódio, a reação do ex-policial surpreendeu os policiais. 

‘’Por que você está mostrando isso, rapaz? Por que você está desviando o foco? Isso aqui é uma brincadeira, uma palhaçada!”, gritou Vargas e ficou encarando o médido em tom intimidatório. O perito chegou até a tirar os óculos, temendo ser agredido. Na sequência, o policial xingou os médicos, deu um tapa e chute contra uma mesa e deixou o local aos gritos. De acordo com uma perita da Agência de Previdência Social de MS (Ageprev), Vargas afirmou ainda ter a intenção de matar o governador do Estado e um outro político, cujo nome não se lembra.

Tiago também acumula diversos processos por ameaças, sendo um contra uma jornalista e contra um ex-vereador por Campo Grande. 

Cursos

Vargas é dono de um curso preparatório para concursos para forças de segurança, algo que exercia junto a carreira policial. Também era distribuidor de uma empresa de Jamil Name, que hoje está preso por chefiar um grupo de extermínio.