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Cidades

Depois de parto não assistido, mãe e bebê morrem; feto foi encontrado em privada

Mulher teve parada cardíaca em UPA e não informou o parto para os socorristas

26 novembro 2018 - 11h45Por Da redação / MinutoMais

Domingo (25), por volta das 12h, em Itabirito (Região Central de Minas Gerais), uma mulher começa a passar muito mal dentro de sua residência. Desesperado, o filho dela, menor de idade, chama um vizinho que aciona os bombeiros municipais. A mulher estava com hemorragia. Ela é levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Na UPA, ela tem uma parada cardíaca. Por causa disso, é entubada e encaminhada para o Hospital São Camilo. No hospital, ela morre.

Horas depois, os bombeiros ficam sabendo, com base em relatos de vizinhos, que na casa onde a mulher passou mal havia um “feto” (já com nove meses), morto, dentro de uma privada de banheiro. O bebê, já completamente formado, era filho dela. A Polícia Militar (PM), então, é acionada.

A mulher, durante o atendimento, não teria relatado aos socorristas a respeito do parto.

O vaso sanitário é quebrado pelos bombeiros para a retirada do bebê, uma vez que ele estava preso na latrina.

A perícia da Polícia Civil constatou a “inexistência de qualquer objeto que poderia causar um aborto, bem como não foram encontrados remédios ou substâncias destinados a tal fim”, ou seja, a princípio, trata-se de um parto não provocado. No relatório médico provisório, foi constatado que a mulher “teria tido um parto não assistido seguido de hemorragia intensa pós-parto”.

De acordo com a ocorrência, questionados pela PM se sabiam que a vítima estava grávida, filho e o morador (que chamou os bombeiros) respondem que não. “A não informação por parte da grávida, as roupas largas que ela usava e o porte físico dela impediram que a gravidez fosse notada”, teriam relatado o vizinho e o menor, segundo a ocorrência.

Ainda de acordo com a ocorrência, o menor teria dito que notou algo no vaso, mas não percebeu que se tratava de um bebê.

A pedido da Polícia Militar e em respeito à dor da família, a reportagem decidiu pela não divulgação dos nomes da mulher e do bairro onde morava.

O caso agora está nas mãos da Polícia Civil. Ninguém foi preso ou apreendido.