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Cidades

Em paralisação contra reforma e cortes na educação, professores pedem impeachment de Bolsonaro

O movimento acontece em diversos estados do país

13 agosto 2019 - 11h24Por Nathalia Pelzl e Dany Nascimento

Professores  de escolas públicas, alunos e apoiadores aderiram à paralisação na manhã desta terça-feira (13), contra a reforma da previdência e cortes de verbas federais aplicadas na educação. Em Campo Grande, a concentração ocorre na Praça Ary Coelho.

Entre os pedidos em faixas e cartazes, está o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O movimento acontece em diversos estados do país. Na Capital, são 96 escolas, que atendem 101 mil alunos, paralisadas.  

A estudante Laís Ferreira, 30 anos, defende que em, sete meses do atual governo, a educação e o país estão vivendo retrocessos e acredita que a solução seria o impeachment de Bolsonaro.

“Sou contra a reforma da previdência, contra o corte de gastos, sou contra esse governo. Em sete meses de governo, tivemos um retrocesso imenso, é o nosso país que está em retrocesso. Estou aqui para dar força para o movimento, e torço pelo impeachment do presidente. Acredito ainda nesse mandato, sonho com esse momento, não que ele tenha um vice muito bom, mas só a figura dele representa desprezo com nosso país”, ponderou.

Uma professora contratada de 38 anos, que preferiu não se identificar por medo de represálias, defende que os profissionais da educação não são apadrinhados e que o governo trata a educação com descaso.

“Não pensa na criança especial que precisa de alguém capacitada. Faz pouco caso com o processo seletivo, no qual passamos para estar aqui. Ele fala que fomos apadrinhados, mas apadrinhados são aqueles que estão dentro do gabinete que auxilia ele”, comenta.

Outra professora, 41 anos, também defendeu que se os professores estão capacitados para exercer a função.

“Para cuidar das crianças, os professores precisam estar capacitados, ter qualidade, como nós temos. Eu estudei, me especializai, e por isso estou contratada, não sou apadrinhada”.

O autônomo Diego Sales, 38 anos,  reforçou que ficou sabendo do protesto através dos sites de notícias e também das redes sociais e decidiu dar apoio aos manifestantes.

 “É o nosso país que está em jogo, o melhor que o brasileiro pode fazer hoje é pedir o impeachment do presidente, em sete meses provou que vai afundar o país”, finalizou.