A rotina de quem empreende no bairro Jockey Club, em Campo Grande (MS), tem esbarrado diariamente em um cenário de abandono. Na Rua das Orquídeas, o mato alto e o descarte irregular de lixo viraram chamariz para o uso de entorpecentes e pequenos incêndios. O empresário Michaell Lima da Costa, que mantém seu comércio na vizinha Rua das Primaveras, acompanha o problema de perto e relata que usuários se aglomeram no trecho durante todo o dia e também à noite.
O espaço se tornou um ponto frequente para a queima de fios e o descarte de móveis velhos e restos de poda. Não raro, o próprio entulho é incendiado pelo grupo, deixando rastros de fuligem que preocupam quem vive e trabalha por ali, situação já documentada em fotos e vídeos.
A insegurança não fica apenas no meio da rua. Comércios da região têm sido alvo de invasões, incluindo um estabelecimento colado ao de Michaell, roteiro que já se repetiu com outros vizinhos. Sem respostas rápidas, os próprios empresários estão tirando dinheiro do bolso para limpar as áreas tomadas pelo mato e já planejam cercar os terrenos para tentar conter a circulação de invasores.
O prejuízo bateu diretamente na porta de Michaell com o furto de seu hidrômetro. A ação criminosa gerou um gasto inesperado de quase R$ 1.000, e o empresário precisou correr com a burocracia para não ser multado pela concessionária Águas Guariroba. Diante da situação, o pedido de quem trabalha na área é direto: mais rondas policiais e uma providência efetiva do poder público.
Como se a violência não bastasse, um risco elétrico ameaça a fachada do comércio de Michaell. Uma árvore de grande porte precisa de poda urgente, pois os galhos tocam a rede de alta tensão. O empresário estava disposto a pagar um profissional particular pelo serviço, mas foi alertado sobre o perigo de acidentes graves. A intervenção exige a presença técnica da Energisa. Ele entrou em contato com a concessionária de energia, mas segue sem qualquer retorno, impedido de agir por conta própria enquanto aguarda uma solução.
A reportagem solicitou posicionamento da prefeitura de Campo Grande, Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Águas Guariroba e Energisa. As orientações e esclarecimentos serão acrescentadas quando houver retorno.








