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Marcelo superou ausência do pai e hoje tem filhos de sangue e também do coração

Comemorações serão dobradas com a presença da neta de cinco meses neste Dia dos Pais

11 agosto 2019 - 09h30Por Nathalia Pelzl

Neste Dia dos Pais conhecemos a história de Marcelo José de Souza, 44 anos, pai, professor e agora avô. Mais conhecido como Marcelo ‘Tekão’ – apelido que ganhou na infância -, ele pontua que a ausência do seu pai o ensinou a amar. Pai de sangue de dois meninos, 25 e 7 anos, agora cuida de uma sobrinha, que já considera filha, e mais 1,2 mil alunos que atende na escola onde trabalha.

“Desde pequeno, cresci aprendendo a ser um bom pai, isso não foi pelo exemplo que tive, talvez pelas ausências do meu pai, eu consegui aprender exatamente o que eu não devia fazer para não magoar ninguém”, analisa.

Ainda segundo ‘Tekão’, mesmo com essas ausências, ele conseguiu amar e perdoar o pai. Aos 19 anos, o professor teve seu primeiro filho, Marcelo Júnior, hoje com 25 anos e pai da Luiza, de cinco meses. Além disto, o segundo filho Arthur Marcelo, 7 anos.

“Eu tenho prazer, acho que é um presente de Deus, uma das minhas missões na terra é isso, tenho certeza de ser professor e ser pai. Tenho a função administrativa, praticamente digo aos pais e alunos que eu tenho 1,2 mil filhos, e é esse sentimento e essa relação que eu construo com eles. A partir da hora que eu recebo eles do portão para dentro, eu trato todos como se fossem meus filhos. Acho que esse dom é uma coisa que eu recebi de Deus, quando eu cuido das crianças é sempre o lado da afetividade, do carinho, do acolhimento”, reflete.

De acordo com o professor, a sociedade anda muito deprimida, e os pais ausentes, sendo assim, sempre que vê algum aluno triste procura cuidar da dor, da alma, muitas vezes interrompendo até mesmo uma rotina de trabalho.

“Podem esperar de mim duas coisas, respeito e afetividade recíproca. Cerca de 30 a 50 alunos me chamam de pai, mas não busco substituir ninguém”, defende.

Este ano Marcelo tem motivos para comemorar ainda mais o Dia dos Pais, isso devido à chegada da neta. Segundo ele, a ‘ficha’ ainda não caiu e está descobrindo um novo jeito de amar.

“Ser avô agora tem sido uma nova experiência, ainda mais uma menina, sempre tive filhos homens, e agora recebi uma menina. Uma nova fase da vida e descubro um novo jeito de amar. Ser avô é ser babão, ainda não descobri a total plenitude, vou descobrir”, finaliza.