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terça, 28 de setembro de 2021 Campo Grande/MS
Cidades

Pais se revoltam com retorno presencial obrigatório na rede estadual de ensino em MS

Aluno que não comparecer e não tiver justificativa, será alvo de 'uma busca ativa', inclusive com atuação do Conselho Tutelar

29 julho 2021 - 17h00Por Nathalia Pelzl

As aulas na rede estadual de ensino de forma presencial já têm data definida: dia 2 de agosto. Conforme a SED (Secretaria Estadual de Educação), as 347 unidades voltam a receber os estudantes de forma presencial - com alternância - após o período de suspensão das atividades nas escolas, iniciado no dia 17 de março de 2020, em função da pandemia causada pela Covid-19. Porém, pais questionam a obrigatoriedade da volta às aulas.

Conforme a secretária da pasta, Maria Cecília Amêndola somente estudantes com comorbidades ou que tenham problemas de saúde com laudo é que poderão continuar em modelo remoto de ensino.

Segundo informado, o aluno que não comparecer e não tiver justificativa, será alvo de uma busca ativa e nessa busca os motivos do não comparecimento terão que ser informados. 

Se houver a insistência do não comparecimento do aluno, a SED vai acionar órgãos de controle como o Conselho Tutelar e Ministério Público, para que a volta seja obrigatória. 

Tal medida causou desconforto e revolta em vários pais de alunos. 

Uma das mães desabafou após ver a notícia. 

“Até parece que faltando 4 meses para acabar o ano letivo vão conseguir recuperar esse tempo todo que ficou sem aula, e ainda se não mandarmos corremos o risco de ser acionados juridicamente, só Deus pra ter piedade das nossas crianças”, destacou.

Outra mãe revelou preocupação com a saúde dos pequenos.

“Melhor deixar as crianças em casa porque o vírus ainda não acabou e eles estão vulneráveis. Não tomaram vacina”, defendeu. 

O debate foi realizado na página do Facebook após postagem sobre o retorno obrigatório. 

“Vocês que lutem, meus filhos irão ficar em casa e ponto final”, disse outra mãe.

SED

Conforme Maria Cecília, as escolas já estão preparadas para receber os estudantes de forma alternada, respeitando o Protocolo de Volta às Aulas, lançado em novembro de 2020. 

“Fizemos a aquisição de testes da Covid-19 e queremos que as famílias saibam que o retorno às aulas vem após um estudo complexo onde todos os protocolos foram bem definidos", destacou. 

“Estamos seguros com as decisões que tomamos. Em agosto do ano passado, nós reunimos 21 órgãos de controle de Mato Grosso do Sul e - juntos - formulamos o nosso Protocolo de Volta às Aulas, instrumento esse que será o principal norteador da retomada às atividades presenciais, com todas as orientações necessárias aos gestores escolares da Rede Estadual. Lembrando que o ponto de partida para esse retorno será baseado nos indicadores [bandeiras] do Prosseguir”, complementou a secretária. 

Segundo a pasta, caso algum aluno tenha o diagnóstico positivo para covid, a turma toda será dispensada. 

Além disso, o local passará por desinfecção e o retorno as atividades presenciais será diante a decisão positiva de um médico. 

Ainda segundo a pasta, só serão dispensados do ensino presencial alunos com laudo médico. Maria Cecilia ainda reforça que nesta volta às aulas o percentual de alunos em sala vai depender da situação observada em cada município. 

“O retorno se dará com um número maior ou menor de alunos em sala sempre de acordo com a sinalização das bandeiras do prosseguir. Se a bandeira estiver vermelha, por exemplo, retornam 50% dos estudantes em uma semana e os outros 50% na semana seguinte”, disse.

Para os alunos matriculados em período noturno e que temem não ter aula por conta do toque de recolher (que será instituído no município com horário a depender da bandeira do prosseguir), a secretária afirma que serão adotados modelos com horários menores e que não infrinjam a regra.

Ela garante que o aluno não será prejudicado. 
 

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