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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Cidades

Presidente da OAB rebate críticas sobre demora de pedido de impeachment de Reinaldo

Mansour Elias informou que aguada envio de documentos do STF para analisar o caso

22 maio 2017 - 14h44Por Rodson Willyams

O presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul), Mansour Elias Karmouche, tentou rebater as críticas vividas pela entidade por não pedir afastamento do governador Reinaldo Azambuja, do PSDB. Embora a entidade tenha protocolado pedido solicitando informações ao Supremo Tribunal Federal (STF),sobre denúncias envolvendo políticos e secretários de Mato Grosso do Sul, a entidade é criticada pela demora em lidar com a delação feita pelos sócios do Grupos JBS. 

O advogado Felipe Azuma, ex-presidente da OAB, de Dourados, teceu duras críticas a entidade em MS. “A OAB/MS agiu com celeridade para se posicionar a favor do afastamento do Presidente Michel Temer, assunto que, em tese, não é de sua atribuição, pois compete ao Conselho Federal este tema", pontuou.

E ainda continuou, "já com relação ao impeachment do Governador, assunto que é de sua alçada, ela não está agindo com a mesma celeridade. Os documentos da delação já se tornaram públicos. A advocacia espera uma postura firme e isenta da OAB!”, finalizou o advogado.

Em resposta, Mansour afirmou que a entidade já tomou providências sobre o caso, como foi o caso do pedido de informações ao STF. E ainda lembrou que o advogado em questão, disputou às últimas eleições e que saiu derrotado. "Ele é ligado ao outro grupo. Acredito que não tem isenção para comentar sobre isso".

O presidente ainda rebateu críticas, referente a eventual 'comprometimento' da Ordem com grau não republicano com autoridades que foram delatadas. "Vou interpelar com ação. Que provem essas afirmações", garantiu.

Mansour ainda ressaltou que a entidade não vai ser usada como instrumento de 'briga política' entre famílias tradicionais de Mato Grosso do Sul, que segundo ele, "possuem interesses nesse processo".

"Nós não vamos partidarizar esse processo de investigação. Protocolamos pedidos contra todos que foram envolvidos nesta delação, governador, ex-governadores, deputados, secretários estaduais e municipais. Até porque, alguns destes membros familiares estão envolvidos também em outras operações como a Lama Asfáltica, na Máquinas de Lama", finalizou.